Moradora de Itu foi morta pelo companheiro após desentendimento familiar; investigado confessou o crime e tentou ocultar o cadáver abandonando-o em Campinas

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CAMPINAS – O corpo de uma mulher encontrado às margens da Rodovia Santos Dumont (SP-075), em Campinas, foi oficialmente identificado pelas autoridades de segurança como vítima de um crime de feminicídio. A Polícia Civil agiu de forma rápida e efetuou a prisão do principal suspeito do assassinato. O homem era companheiro da vítima e confessou o homicídio após cair em contradições durante as etapas iniciais de depoimento na delegacia.
A vítima foi identificada como Maria de Fátima Matos da Silva, de 32 anos. Ela residia no município vizinho de Itu, local onde o crime de violência doméstica de fato aconteceu na noite do último dia 12 de maio. De acordo com o histórico das investigações, o agressor desovou o cadáver da mulher às margens da rodovia em Campinas em uma tentativa deliberada de despistar o trabalho investigativo das forças policiais locais e ocultar as evidências do ato criminoso.
Versões Contraditórias e Confissão do Suspeito
Durante o processo de apuração crítica na unidade policial, o companheiro da vítima apresentou narrativas divergentes sobre o paradeiro de Maria de Fátima. Diante do confronto de informações realizado pelos agentes, o homem acabou admitindo que tirou a vida da mulher no interior da residência do casal. Em sua alegação aos policiais, o investigado sustentou que cometeu o assassinato motivado por um desentendimento conjugal.
A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) confirmou que os primeiros policiais militares e civis que atenderam a ocorrência de localização do cadáver na Santos Dumont constataram, de imediato, marcas severas de violência física espalhadas pelo corpo da vítima. Os indícios visuais reforçaram a tese de morte violenta intencional e direcionaram a linha de investigação para o núcleo familiar de Maria de Fátima.
Cumprimento do Mandado de Prisão Temporária
Diante da gravidade dos fatos apurados e da materialidade obtida, a Polícia Civil representou pelo pedido de prisão temporária do companheiro da vítima junto ao Poder Judiciário. A ordem de prisão foi expedida de forma célere pela Justiça e cumprida na tarde desta segunda-feira (18) por agentes da 3ª Delegacia de Polícia de Repressão a Homicídios Múltiplos, vinculada ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) de Campinas.
O homem permanece detido na cadeia pública da região e passará por audiência de custódia. Os investigadores prosseguem com os trabalhos de campo para concluir o laudo necroscópico do Instituto Médico Legal (IML) e anexar novos depoimentos ao inquérito policial, que deverá ser relatado à Justiça nos próximos dias sob a tipificação penal de feminicídio e ocultação de cadáver.




