
Em uma nova escalada da crise familiar e política que divide o núcleo do clã Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro voltou a provocar publicamente a madrasta, Michelle Bolsonaro
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) reacendeu a crise pública no clã Bolsonaro ao provocar a madrasta, Michelle Bolsonaro (PL), nas redes sociais. No fim da noite desta terça-feira (23), Eduardo defendeu publicamente o deputado federal André Fernandes (PL-CE), que confirmou uma aliança com Ciro Gomes (PSDB) para a disputa ao governo do Ceará.
Eduardo Bolsonaro justificou o apoio ao ex-ministro afirmando que a aliança é estratégica para colher votos no Senado a favor do projeto de anistia de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Se a aprovação da anistia depender de 1 voto de senador esta aliança será lembrada. André está certo. Obrigado Jair Bolsonaro e André Fernandes por fazerem um trabalho sério e com inteligência. Não se faz política com o fígado”, escreveu o parlamentar na rede X.
A postagem foi uma resposta direta a Michelle Bolsonaro, que vinha criticando duramente o acordo cearense. Horas antes, a ex-primeira-dama havia compartilhado um vídeo do senador Eduardo Girão (Novo-CE) com críticas a Fernandes. Em entrevistas recentes, Ciro Gomes chegou a comparar Jair Bolsonaro ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e chamou aliados do ex-presidente de “corruptos”, o que gerou forte rejeição na ala ideológica do PL.
O desentendimento entre Michelle e seus enteados se arrasta desde dezembro de 2025. Na ocasião, a ex-primeira-dama foi chamada de “autoritária” por Carlos, Eduardo e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após tentar barrar o acordo político. Michelle argumenta que não apoiará candidatos que atacaram sua família, enquanto os filhos de Bolsonaro priorizam o pragmatismo político.
Recentemente, o senador Flávio Bolsonaro, que está preso na Papudinha, chegou a pedir desculpas à madrasta para tentar pacificar o partido. Contudo, o recuo durou pouco. Dias depois, Flávio se lançou pré-candidato à Presidência da República para as eleições de 2026, uma movimentação que, até o momento, não recebeu o apoio público de Michelle Bolsonaro.


