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segunda-feira, julho 6, 2026
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Jogador Richarlison volta a cobrar mansão em Angra e reacende disputa judicial que envolve advogado e Flávio Bolsonaro

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Jogador afirma nas redes sociais que ainda não recebeu pelos investimentos feitos no imóvel; advogado sustenta que processo foi encerrado com decisão definitiva favorável à sua posição e divulga nota de retratação de advogada

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O atacante Richarlison voltou a se manifestar publicamente sobre a disputa judicial envolvendo uma mansão localizada na Ilha Comprida, em Angra dos Reis, avaliada em aproximadamente R$ 10 milhões. Nos últimos dias, o jogador utilizou as redes sociais para afirmar que foi prejudicado no negócio e associou o episódio ao senador Flávio Bolsonaro, que figura como testemunha em processo relacionado ao caso.

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A nova repercussão começou após Richarlison comentar uma publicação sobre o litígio imobiliário e afirmar que investiu cerca de R$ 10 milhões no imóvel, alegando que até hoje não teria recebido os valores correspondentes. Dias depois, o atacante compartilhou um vídeo antigo publicado por Flávio Bolsonaro mostrando imagens aéreas da propriedade, acompanhado da mensagem: “Lugar bonito, né? Pois é. Me tomaram”.

Em outra publicação nas redes sociais, Richarlison concordou com um comentário direcionado ao senador pedindo a devolução da casa, reacendendo um caso que voltou ao centro do debate público.

A propriedade, situada em uma das áreas mais valorizadas da Costa Verde fluminense, reúne características de alto padrão, como praia privativa, heliponto, piscina, quadra esportiva e cachoeira. O imóvel tornou-se objeto de uma longa disputa judicial envolvendo empresas ligadas ao jogador, empresários e o advogado Willer Tomaz.

Segundo informações constantes dos autos do processo e documentos públicos, a controvérsia teve início após negociações envolvendo a aquisição da propriedade. Durante a tramitação judicial, houve decisões relacionadas à posse do imóvel, cumprimento de ordens judiciais e contestação das partes sobre a validade dos negócios celebrados.

O nome de Flávio Bolsonaro passou a integrar o caso por ter sido indicado como testemunha por Willer Tomaz. O senador afirma que mantém amizade com o advogado, mas nega qualquer participação na disputa patrimonial envolvendo o imóvel.

Nos últimos dias, a discussão ganhou novo capítulo após a advogada imobiliária Ana Paula Zantut comentar o caso em uma publicação nas redes sociais. Depois da repercussão, ela retirou os vídeos do ar e divulgou nota pública de retratação, afirmando que suas declarações iniciais foram baseadas em informações desatualizadas e que, após analisar os documentos do processo, identificou imprecisões relevantes em sua manifestação.

Na nota, a advogada informa que todas as afirmações constantes da publicação original devem ser desconsideradas até a divulgação de um novo conteúdo com análise mais detalhada do histórico processual.

O escritório de Willer Tomaz também se manifestou sobre o episódio. Segundo a defesa, o processo já transitou em julgado, com decisão definitiva favorável ao advogado, razão pela qual sustenta que não existe discussão judicial pendente sobre os direitos reconhecidos pela Justiça.

Apesar dessa posição, Richarlison continua sustentando publicamente que sofreu prejuízo financeiro e que não foi ressarcido pelos investimentos realizados no imóvel.

Investigação

O caso também desperta interesse em razão da proximidade entre Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz. Os dois já apareceram juntos em diferentes ocasiões públicas e mantêm relação de amizade há vários anos.

Willer Tomaz é conhecido por atuar em processos de grande repercussão nacional e já representou empresários, políticos e investigados em operações de corrupção. Em 2017, foi preso preventivamente durante a Operação Patmos, acusado pelo Ministério Público de tentar influenciar decisões judiciais. O advogado negou as acusações e posteriormente respondeu ao processo em liberdade.

Outro episódio envolvendo o advogado e Flávio Bolsonaro ocorreu em 2019, quando ambos realizaram saques em espécie durante viagem aos Estados Unidos. À época, os dois afirmaram que os recursos seriam utilizados em um cassino em Las Vegas, versão apresentada publicamente pelos envolvidos.

Especialistas ouvidos em diferentes ocasiões sobre disputas imobiliárias destacam que litígios envolvendo contratos de compra e venda podem permanecer por anos no Judiciário e envolver diferentes interpretações sobre posse, propriedade e validade documental. Mesmo após o trânsito em julgado de determinadas ações, novos questionamentos podem surgir caso existam outros processos ou pedidos relacionados ao mesmo patrimônio.

Até o momento, não há manifestação pública de Flávio Bolsonaro sobre as recentes publicações feitas por Richarlison. O espaço permanece aberto para eventual posicionamento do senador e de outras partes envolvidas sobre os novos desdobramentos do caso.

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