Militar das forças especiais teria faturado US$ 400 mil ao apostar em desdobramentos de ação secreta; caso levanta alerta sobre uso de dados confidenciais

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Um sargento das forças especiais dos Estados Unidos, Gannon Ken Van Dyke, foi preso e indiciado pela Justiça federal em Nova York sob acusação de usar informações sigilosas para obter lucro pessoal em apostas relacionadas a uma operação contra o presidente venezuelano Nicolás Maduro. Segundo autoridades americanas, o militar teria lucrado cerca de US$ 400 mil — aproximadamente R$ 2 milhões — com as transações.
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De acordo com o Departamento de Justiça dos EUA, Van Dyke participou do planejamento da operação e utilizou dados confidenciais para apostar em cenários como a entrada de tropas americanas na Venezuela e a saída de Maduro do poder. As apostas foram realizadas em plataformas de mercado de previsão, antes da divulgação oficial da ação.
ACUSAÇÕES E PROCESSO
O militar foi denunciado por crimes como fraude, uso indevido de informações governamentais sigilosas, roubo de dados não públicos e transações financeiras ilegais. A acusação foi formalizada por um júri federal, que aponta que ele tinha acesso privilegiado às estratégias da missão e as utilizou para ganho próprio.
Promotores afirmam que o uso de informações classificadas fora do âmbito da missão configura violação grave das normas militares. “Militares têm acesso a dados sensíveis para cumprir suas funções, não para lucro pessoal”, destacaram autoridades americanas.
MERCADO SOB SUSPEITA
O caso também colocou sob escrutínio os chamados mercados de previsão — plataformas digitais que permitem apostas em eventos reais, como decisões políticas ou operações militares. Investigadores identificaram movimentações consideradas atípicas nas semanas anteriores à operação, o que ajudou a desencadear a apuração.
Especialistas apontam que o episódio pode abrir precedentes para regulamentação mais rígida desse tipo de plataforma, especialmente quando envolve agentes públicos com acesso a informações estratégicas.
REPERCUSSÃO
O então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou não ter detalhes do caso, mas comparou a situação a escândalos esportivos envolvendo apostas internas.
O caso é tratado como um dos primeiros registros de uso de informação privilegiada em mercados de previsão, ampliando o debate sobre segurança nacional, integridade institucional e possíveis brechas regulatórias em ambientes digitais ligados a apostas globais.




