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sexta-feira, maio 8, 2026
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Justiça quebra sigilos bancário e fiscal de vereador de Campinas em investigação sobre rachadinha

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Ministério Público apura supostos repasses irregulares de salário e uso de máquinas da Prefeitura em evento na região do Campo Grande

Edison Ribeiro negou irregularidades e afirmou que o espaço não foi utilizado como estacionamento, embora tenha confirmado que houve nivelamento do terreno. Foto Camara Campinas

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A Justiça de Campinas autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do vereador Edison Ribeiro e do filho dele, André Cristhiano Cayres Ribeiro, em investigação conduzida pelo Ministério Público de São Paulo sobre suspeita de rachadinha e uso irregular de maquinário público.

A decisão foi assinada pelo juiz Claudio Campos da Silva, da 3ª Vara da Fazenda Pública de Campinas. Segundo o magistrado, a quebra dos sigilos busca verificar a compatibilidade entre a renda declarada pelos investigados e as movimentações financeiras registradas, além de rastrear possíveis valores obtidos de forma irregular.

Depoimento cita repasses de salário

A investigação envolve também um ex-administrador regional da Prefeitura de Campinas. Em depoimento ao Ministério Público, ele afirmou que realizava repasses periódicos de parte de seu salário ao vereador e ao filho do parlamentar.

A prática, conhecida como rachadinha, consiste na exigência de devolução de parte dos vencimentos de assessores ou servidores públicos para agentes políticos ou intermediários ligados aos gabinetes.

Dados do Portal da Transparência apontam que o ex-administrador recebeu salários entre R$ 9 mil e R$ 12 mil durante o período investigado.

O Ministério Público busca agora identificar se houve circulação financeira compatível com os relatos apresentados no inquérito.

Máquinas da Prefeitura em festa junina

Outra frente da investigação apura o uso de máquinas da Prefeitura de Campinas para nivelamento de um terreno no distrito do Satélite Íris, na região do Campo Grande. Segundo os investigadores, o espaço teria sido utilizado como estacionamento durante uma festa junina realizada em junho de 2024.

De acordo com o Ministério Público, motoniveladoras da Prefeitura teriam sido utilizadas sem autorização formal dos setores responsáveis pela liberação do maquinário público.

Em depoimento, o ex-administrador regional afirmou que atendeu pedidos feitos diretamente pelo vereador, mesmo sabendo que o serviço não seguia os procedimentos administrativos regulares.

Edison Ribeiro negou irregularidades e afirmou que o espaço não foi utilizado como estacionamento, embora tenha confirmado que houve nivelamento do terreno.

Defesa e posicionamento da Prefeitura

A defesa de Edison Ribeiro e André Cristhiano Cayres Ribeiro informou que aguarda acesso integral ao processo e sustentou que não houve prática ilegal.

Já a Prefeitura Municipal de Campinas declarou que colabora com os órgãos de controle e que eventuais irregularidades investigadas possuem caráter individual.

O caso amplia a pressão sobre o Legislativo campineiro em meio a investigações envolvendo uso da máquina pública, nomeações políticas e suspeitas de desvio de recursos em administrações regionais da cidade.

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