Milhares de migrantes chegam a Ceuta e provocam nova crise na fronteira entre Espanha e Marrocos

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Mais de 49 mil pessoas entraram no enclave espanhol no norte da África em apenas 24 horas; governo espanhol reforçou a segurança com tropas do Exército.

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A cidade autônoma de Ceuta, território espanhol localizado no norte da África, voltou ao centro da crise migratória europeia após a entrada de mais de 49 mil migrantes em apenas 24 horas. A maioria dos recém-chegados é formada por cidadãos marroquinos, incluindo jovens, famílias e crianças. Diante da situação, o governo da Espanha mobilizou militares para reforçar o controle da fronteira e ampliar a atuação das forças de segurança.

Crise migratória

Pelo menos 24 pessoas morreram durante a travessia, segundo autoridades espanholas. Os corpos foram encontrados no mar pelas equipes de resgate. A rota entre o norte da África e a Espanha é considerada uma das mais perigosas para migrantes, com centenas de mortes registradas todos os anos.

Ceuta, juntamente com Melilla, é um dos únicos territórios da União Europeia que possuem fronteira terrestre com a África. Apesar de pertencer à Espanha, o enclave é reivindicado pelo Marrocos, o que frequentemente provoca tensões diplomáticas entre os dois países.

Grande parte dos migrantes chegou nadando ao redor dos quebra-mares da praia de Tarajal. Outros atravessaram pelos espigões costeiros ou tentaram superar as cercas que separam os dois territórios.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, viajou a Ceuta acompanhado do ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, e anunciou o reforço da presença militar e policial na região. O governo também informou que pretende ampliar a cooperação com o Marrocos para controlar a fronteira e acelerar, quando houver respaldo legal, a devolução de migrantes.

A União Europeia manifestou apoio ao governo espanhol e estuda reforçar a atuação da Frontex, agência responsável pelo controle das fronteiras externas do bloco.

As autoridades espanholas investigam as causas da nova onda migratória. Segundo o governo, há indícios de atuação de organizações criminosas especializadas no tráfico de pessoas, mas, até o momento, não há evidências de envolvimento do governo marroquino.

Os migrantes serão identificados e encaminhados para centros de acolhimento. Aqueles que solicitarem proteção internacional terão seus pedidos analisados pelas autoridades espanholas, enquanto os demais poderão ser repatriados ao Marrocos conforme acordos bilaterais e decisões da Justiça espanhola.

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