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terça-feira, junho 23, 2026
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MP arquiva caso de procurador que matou esposa e bebê em Limeira

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Investigação conclui ausência de terceiros na morte de família e encerra apuração sobre o caso envolvendo o procurador Rafael Horta

O Ministério Público de São Paulo arquivou o inquérito que investigava o caso do procurador jurídico que matou a esposa e o filho de dois meses e cometeu suicídio. Foto Divulgação redes sociais

O Ministério Público de São Paulo arquivou o inquérito que investigava a morte da servidora Cristiane Laurito, do filho de dois meses e do procurador Rafael Horta, ocorridas em Limeira em junho de 2025. A decisão foi tomada após a conclusão de que não houve participação de terceiros no caso.

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De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, a investigação conduzida pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) apontou que o crime foi seguido de suicídio, encerrando a possibilidade de responsabilização penal de outras pessoas.

Segundo o delegado João Vasconcelos, que atuou no início da apuração, as mortes ocorreram antes das 7h do dia 6 de junho de 2025. Os corpos foram encontrados por volta das 11h, quando o pai de Rafael foi até a residência da família para buscar o neto para uma consulta médica.

A investigação enfrentou limitações. O delegado Edgar Albanez informou que a Justiça negou o pedido de quebra de sigilo do celular do procurador, o que poderia esclarecer a motivação do crime. Segundo ele, o juiz entendeu que, com a morte do autor, o caso seria arquivado, não justificando a medida.

A perícia indicou que as mortes foram causadas por disparos de arma de fogo, encontrada ao lado da cama onde estavam as vítimas. No local, foram apreendidos uma arma, três carregadores e 12 munições. Conforme a Polícia Militar, Rafael Horta possuía licença regular para o armamento.

Em depoimento, o pai do procurador afirmou que o filho enfrentava quadro de depressão e estava afastado das funções públicas havia cerca de 30 dias, por recomendação médica. Rafael atuava como procurador jurídico da Prefeitura de Limeira, enquanto Cristiane Laurito era servidora concursada da Câmara de Campinas.

Com o arquivamento, o caso é encerrado do ponto de vista criminal, embora permaneçam questionamentos sobre as circunstâncias e a motivação do crime, que não puderam ser plenamente esclarecidas durante a investigação.

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