Candidato a deputado estadual que já está preso é um dos principais alvos; três vereadores e a Câmara Municipal também são alvo de buscas
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O Ministério Público de São Paulo realiza nesta quinta-feira (20) uma operação em Cotia, na Grande São Paulo, para investigar suspeitos de ligação com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Entre os principais alvos está Emerson Rocha, conhecido como Felipinho (Podemos), candidato a deputado estadual e que já está preso. A investigação também alcança três vereadores da cidade e a própria Câmara Municipal.
Os vereadores Eduardo Nascimento (PSB), Sergio Luiz de Freitas, conhecido como Serginho Luiz (PSB), e Yago Bezerra Neres (União Brasil) são alvo de mandados de busca e apreensão. Segundo as informações da investigação, os parlamentares teriam algum tipo de ligação com Emerson Rocha.
As equipes cumprem mandados em endereços relacionados aos investigados e também realizam buscas na Câmara Municipal de Cotia. Veículos e outros bens também são alvo de medidas de apreensão determinadas pela Justiça.
O MP-SP apura a natureza das relações entre os investigados e eventuais integrantes da facção criminosa. Até o momento, entretanto, as circunstâncias e o papel individual de cada alvo ainda estão sendo investigados.
Emerson Rocha, o Felipinho, é candidato a deputado estadual pelo Podemos e já se encontra preso. Segundo as informações da investigação, ele possui antecedentes criminais e já foi citado em investigação relacionada a homicídio.
A existência de antecedentes criminais ou de uma investigação anterior, contudo, não significa que o candidato tenha cometido os crimes atualmente investigados. A responsabilidade pelos fatos apurados nesta operação dependerá das provas reunidas pelo Ministério Público e das decisões judiciais.
A Justiça também expediu um mandado de prisão contra a mulher de Emerson Rocha. Segundo as informações divulgadas, ela está fora do Brasil.
O MP-SP investiga se os alvos mantinham relações com integrantes do PCC e qual seria a eventual finalidade desses contatos. A operação ainda está em andamento e novas informações poderão esclarecer a extensão das suspeitas.
Por envolver políticos com mandato e um candidato a deputado estadual, a investigação também deverá esclarecer se eventual relação com integrantes da organização criminosa teria ultrapassado o âmbito pessoal e alcançado atividades políticas, eleitorais ou financeiras.



