
Vítima, de 53 anos, teria usado gesto silencioso para pedir ajuda dentro da UPA São José; segundo a Guarda Municipal, ela relatou anos de violência psicológica
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Por Sandra Venancio – Jornal Local
Um homem de 62 anos foi preso em flagrante por violência doméstica na manhã de quinta-feira (17), dentro da UPA São José, em Americana. A ocorrência começou depois que a esposa dele, de 53 anos, fez discretamente o sinal universal de socorro durante um atendimento médico.
A Guarda Municipal foi acionada por volta das 11h22, depois que profissionais de saúde perceberam o gesto feito pela mulher. O sinal é utilizado internacionalmente para indicar, de maneira silenciosa, que uma pessoa está em situação de perigo e precisa de ajuda.
Segundo a Guarda Municipal, a mulher contou aos agentes que é casada com o homem há 35 anos e que sofria violência psicológica havia anos. Ela relatou ainda que, durante o trajeto até a unidade de saúde, o marido teria feito xingamentos contra ela, situação que a levou a pedir ajuda.
Homem negou violência
O homem negou ter praticado violência contra a esposa, mas confirmou aos guardas que os dois haviam discutido dentro do veículo. Ele também informou que o casal pretendia se separar e que existiam questões financeiras pendentes entre os dois.
A mulher permaneceu na UPA sob cuidados médicos. O homem foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos. Após analisar a ocorrência, a autoridade policial determinou a prisão em flagrante por violência doméstica.
Sinal permite pedido silencioso de ajuda
O gesto utilizado pela mulher é conhecido como sinal universal de socorro e foi criado como uma forma discreta de permitir que vítimas de violência indiquem que precisam de ajuda sem necessariamente falar ou chamar a atenção do agressor.
Para fazer o sinal, a pessoa mantém uma das mãos levantada, com a palma voltada para frente, dobra o polegar para dentro da palma e fecha os demais dedos sobre o polegar.
A iniciativa ganhou projeção internacional durante a pandemia de Covid-19, quando o isolamento social aumentou a preocupação com situações de violência doméstica. Desde então, o gesto passou a ser utilizado em diferentes países como uma forma silenciosa de pedido de ajuda.
O caso registrado em Americana reforça a importância de profissionais de saúde estarem atentos também a sinais não verbais apresentados durante atendimentos. Às vezes, a pessoa não consegue dizer “socorro”. A mão acaba fazendo o trabalho que a voz não consegue.


