Novas tecnologias colocam livros em risco de extinção

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 Se depender das novas tecnologias os dias dos livros estão contados. Empresas têm desenvolvido programas e aparelhos para facilitar a difusão dos livros. Como o GOOGLE que tem como plano digitalizar todos os livros que estão nas bibliotecas para disponibilizá-los na internet, e formar uma biblioteca universal com os livros digitais. A empresa tem como motivação reunir a maior quantidade possível de livros em um só local.
foto: divulgação
foto: divulgação

A nova ambição do Google é digitalizar as obras das bibliotecas e disponibilizá-las na internet. 

Para facilitar a leitura a APPLE e a AMAZON estão desenvolvendo aparelhos que facilitariam a leitura, já que a tela do computador é prejudicial à visão. Elas estão desenvolvendo os kindle, que seriam pequenas telas de 20 centímetros onde podem ser armazenados até 1.500 livros. A grande vantagem seria o fácil acesso a leitura, além de poder carregar inúmeras obras em um só local.

Veja o vídeo sobre o produto:

Entretanto, além do alto preço que esses aparelhos custam (entre R$1500 a R$2000), o que dificulta sua popularização, para que essa nova tecnologia seja disponibilizada ao público, os críticos acadêmicos terão de ser convencidos de que essa seria uma alternativa benéfica para a população. Eles reclamam que a digitalização pode estragar obras antigas que precisam de cuidados para serem manuseadas e que essa iniciativa pode levar os livros à extinção.

O proprietário de um sebo no centro de Campinas, Carlos Roberto Silva disse “Tenho medo que os livros sejam colocados como segunda opção, como aconteceu com os cd’s. Hoje em dia só se compra um cd se gostar muito e será assim com os livros também”. Entretanto, muitas pessoas dizem que os livros não serão extintos. “Ler em um computador não traz a mesma sensação que folhear e sentir as páginas do livro, e esse romantismo é que fará com que os livros sobrevivam”, defende Marcela Almeida, que também é dona de sebo.

Apesar de todas as controvérsias não há dúvidas de que essa nova iniciativa facilitará a difusão e o acesso à qualquer obra.

Isabela Palhares

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