Um ônibus de turismo tombou por volta das 4h30 da madrugada deste domingo (16) na BR-040, na altura do km 91, durante a descida da Serra de Petrópolis, no Rio de Janeiro
O ônibus havia saído de Belo Horizonte (MG) com destino a Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. De acordo com informações da concessionária responsável pelo trecho, havia 56 pessoas a bordo, entre passageiros, o motorista e dois ajudantes.
O tombamento aconteceu em um trecho da rodovia que passava por obras. Equipes do Corpo de Bombeiros, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e da concessionária foram mobilizadas para atender as vítimas e realizar o resgate.
Após o acidente, a BR-040 ficou interditada por aproximadamente quatro horas durante a madrugada e parte da manhã.
Dez pessoas morreram
As autoridades confirmaram a morte de 10 pessoas. Segundo as informações divulgadas até o momento, todas as vítimas fatais eram mulheres.
Entre as vítimas estavam uma criança de 7 anos e uma mulher grávida de quatro meses. Nove corpos foram encaminhados ao Posto Regional de Polícia Técnico-Científica (PRPTC) de Petrópolis para os procedimentos de identificação e perícia.
Uma décima vítima chegou a ser socorrida com vida, mas não resistiu aos ferimentos. O corpo foi encaminhado ao PRPTC de Nova Iguaçu.
Até o momento, sete vítimas foram identificadas:
- Dayanna de Lima Viana, 36 anos;
- Jhennifer Ferreira Carvalho, 33 anos;
- Ketelyn Polyane Alves de Oliveira, 19 anos, que estava grávida;
- Keyla Perucci da Silva, 35 anos;
- Lavinia Eduarda Souza Dias, 7 anos;
- Luciana Ferreira Cavalho, 53 anos;
- Priscilla de Souza Braz, 33 anos.
A identificação das demais vítimas depende da conclusão dos exames periciais.
Ônibus não tinha autorização da ANTT
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informou que o ônibus, de placa AKY-3454, não estava habilitado para realizar transporte interestadual de passageiros.
Segundo a agência, a viagem foi considerada uma operação de transporte clandestino de passageiros, por não possuir a autorização necessária para esse tipo de serviço.
O veículo estava registrado em nome da Dinna Ellles Turismo e havia uma comunicação de venda para a PIT Tur Transportes Ltda.. De acordo com a ANTT, nenhuma das duas empresas estava habilitada para realizar o transporte interestadual de passageiros.
A agência informou ainda que não encontrou, em seus registros, uma empresa habilitada com o nome Estrela Guia Turismo, apontada como responsável pela viagem.
O ônibus também apresentava um adesivo da ANTT associado à empresa Samara, que, segundo a agência, encontrava-se inapta.
Estrela Guia Turismo se manifesta
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o ônibus estava identificado como pertencente à Estrela Guia Turismo.
Depois do acidente, a empresa divulgou uma nota lamentando o ocorrido e manifestando solidariedade às vítimas e aos familiares.
A empresa afirmou que está levantando informações sobre os passageiros e declarou que pretende colaborar com as autoridades responsáveis pela investigação.
A Estrela Guia também afirmou que aguarda a conclusão das investigações para que sejam esclarecidas as circunstâncias que levaram ao tombamento.
Investigação
A Polícia Civil investiga as causas do acidente. As circunstâncias do tombamento ainda deverão ser esclarecidas pelos investigadores, incluindo as condições da viagem, do veículo e do trecho da rodovia onde ocorreu o acidente.
A perícia deverá analisar o ônibus e o local do tombamento, além de outros elementos que possam ajudar a determinar o que provocou o acidente.
O fato de o veículo não estar autorizado pela ANTT para o transporte interestadual também deverá fazer parte da apuração das responsabilidades relacionadas à viagem.
O acidente aconteceu em um dos principais acessos entre Minas Gerais e a Região Metropolitana do Rio de Janeiro e mobilizou equipes de emergência durante a madrugada para retirar as vítimas do ônibus e prestar atendimento aos sobreviventes.
As autoridades ainda podem atualizar o número de feridos, o estado de saúde das vítimas e a identificação das pessoas que morreram à medida que os trabalhos de perícia e investigação avançarem.



