Polícia apreende fábrica clandestina de cosméticos em Campinas

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Os policiais também apreenderam 800 válvulas borrifadoras, aproximadamente mil sacos plásticos utilizados para embalagem e 270 folhas de papel fotográfico adesivo, que, segundo a investigação, seriam destinadas à produção dos rótulos. Foto: Divulgação/1ª DIG/Deic

Operação da DIG encontrou produtos químicos, centenas de frascos e materiais usados para falsificar rótulos de shampoos e outros produtos de higiene no Jardim do Lago

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A Polícia Civil apreendeu centenas de produtos, matérias-primas e equipamentos que, segundo a investigação, eram utilizados na fabricação clandestina e comercialização irregular de cosméticos em Campinas. A operação foi realizada pela 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG) do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e teve como alvo uma investigação sobre a adulteração e venda irregular de shampoos e outros produtos de higiene.

Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, os investigadores localizaram uma estrutura clandestina de produção instalada em um imóvel no Jardim do Lago. Segundo a apuração policial, a responsável pelo local fabricava os produtos na própria residência e utilizava plataformas digitais para comercializar os itens.

Produção era feita dentro da residência

De acordo com a Polícia Civil, os investigadores encontraram matérias-primas e produtos de baixo custo que eram misturados a diferentes componentes químicos para produzir os cosméticos. O processo de fabricação ocorria de maneira improvisada. Entre os equipamentos utilizados estaria uma batedeira doméstica, empregada para misturar os produtos tanto no quintal quanto na pia da cozinha da residência.

Após a mistura dos componentes, os produtos recebiam essências e eram acondicionados em frascos sem identificação. Na sequência, segundo a investigação, eram produzidos e impressos no próprio imóvel rótulos de diferentes marcas, que posteriormente eram colados nas embalagens. A prática, conforme a apuração policial, dava aos produtos a aparência de mercadorias originais.

Centenas de frascos foram apreendidos

A operação resultou na apreensão de grande quantidade de materiais utilizados na suposta produção clandestina. Entre os itens recolhidos estavam 160 litros de produtos químicos, incluindo ácidos e álcool de cereais, além de 500 frascos já preenchidos e 570 recipientes vazios. Os policiais também apreenderam 800 válvulas borrifadoras, aproximadamente mil sacos plásticos utilizados para embalagem e 270 folhas de papel fotográfico adesivo, que, segundo a investigação, seriam destinadas à produção dos rótulos. Também foram encontrados cerca de 50 frascos de essências, além de funis e impressoras que estariam sendo utilizados na atividade.

Venda era realizada pela internet

Segundo os investigadores, além da fabricação no imóvel, os produtos eram oferecidos por meio de plataformas digitais. A utilização da internet fazia parte da estrutura de comercialização investigada pela Polícia Civil. O material apreendido deverá contribuir para o avanço da investigação e para a identificação da extensão da atividade.

Investigada é apontada como reincidente

A mulher apontada pela Polícia Civil como responsável pelo esquema é considerada reincidente específica, segundo a investigação. Após a ocorrência, ela foi autuada e encaminhada para a Cadeia Pública de Paulínia, onde permaneceu à disposição da Justiça.

O caso continua sob investigação para esclarecer a origem das matérias-primas, a quantidade de produtos que teria sido colocada no mercado, as marcas eventualmente envolvidas e a extensão da rede de comercialização.

A apreensão também deverá auxiliar as autoridades a verificar quais substâncias eram utilizadas na fabricação e se os produtos chegaram a ser comercializados para consumidores em Campinas e outras cidades.

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