Suspeitos foram detidos em flagrante no Jardim Eulina após vítima denunciar novas ameaças relacionadas à cobrança de dívida; Deic apura possível atuação de grupo criminoso
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Dois homens de nacionalidade colombiana foram presos em flagrante pela Polícia Civil, suspeitos de extorsão, usura (agiotagem) e possível envolvimento com organização criminosa, em Campinas. A prisão foi realizada por investigadores da 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG), da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic), após uma vítima denunciar novas ameaças relacionadas à cobrança de valores.
Segundo a investigação, a vítima já havia procurado a Polícia Civil em 15 de maio, quando um colombiano foi preso em flagrante por suspeita de praticar agiotagem e utilizar ameaças para cobrar uma dívida. Na nova ocorrência, registrada nesta semana, a vítima informou que outros dois homens estavam em seu estabelecimento repetindo o mesmo tipo de cobrança.
Os policiais foram até um imóvel localizado na Rua Guido Segalho, no Jardim Eulina, onde localizaram os suspeitos, identificados como Kevin Andrey Miranda Hinestroza e Mateo Aristizabal Diaz. Ambos foram presos em flagrante.
De acordo com a Polícia Civil, a vítima entregou aos investigadores mensagens com cobranças e ameaças atribuídas aos suspeitos. O material foi apreendido e será analisado durante o inquérito para esclarecer a dinâmica das cobranças e eventual participação dos investigados em um esquema de agiotagem.
Embora a vítima tenha sido alvo de episódios semelhantes envolvendo cidadãos colombianos, a Polícia Civil informou que, até o momento, não há elementos suficientes para afirmar que os dois presos tenham ligação com o suspeito detido em maio. Ainda assim, a semelhança no modo de atuação e o fato de a mesma vítima ter sido novamente procurada serão objeto de investigação.
Após a prisão em flagrante, a autoridade policial representou à Justiça pela conversão das prisões em preventivas, argumentando a necessidade de manter os investigados custodiados durante o andamento das investigações.
O caso segue sendo apurado pela 1ª DIG/Deic de Campinas, que investiga a possível existência de um grupo organizado voltado à prática de agiotagem, extorsão e cobrança mediante ameaças na cidade.




