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domingo, março 15, 2026
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Porto de Santos usa energia de hidrelétrica própria e rebocadores deixam de usar diesel

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Os navios são verdadeiros monumentos dos mares, impressionantes tanto pelo tamanho quanto pela capacidade. Esses gigantes percorrem o mundo transportando mercadorias e abastecendo a população global. Sua imponência, no entanto, vem acompanhada de um complexo sistema de funcionamento, que exige cuidado e precisão para garantir operações seguras.

Para que essas embarcações possam se movimentar e manobrar nos portos com segurança, elas precisam da ajuda dos rebocadores, pequenas, mas poderosas embarcações projetadas para auxiliar nas manobras. Eles desempenham um papel fundamental na navegação portuária, garantindo que os navios gigantes possam se movimentar em espaços reduzidos. No entanto, esses “tratores do mar”, como são popularmente chamados, utilizam óleo diesel como combustível, o que resulta em uma emissão significativa de CO₂, um dos grandes desafios ambientais da indústria naval.

O #MporPeloBrasil desta edição destaca ações de sustentabilidade no Porto de Santos. A autoridade portuária tem investido em tecnologia para o cumprimento de metas globais de sustentabilidade, servindo como exemplo para outras empresas. Prova disso é a implantação do Sistema Onshore Power Supply (OPS), tecnologia que permite o fornecimento de energia elétrica terrestre para embarcações atracadas.

Como funciona

Desde o ano passado, a energia gerada pela Usina Hidrelétrica de Itatinga, localizada em Bertioga, passou a alimentar diretamente o cais do porto, permitindo a eletrificação dos rebocadores. Agora, os cerca de 20 rebocadores das cinco empresas que operam no local podem se conectar a uma tomada especial e substituir o uso de máquinas a diesel por uma fonte de energia limpa.

Rafael Apolinário dos Santos, gerente de utilidade na Autoridade Portuária de Santos, ressalta que o porto é o único porto organizado do mundo que possui geração própria de energia com emissão zero de carbono. “É uma energia elétrica que utiliza a energia cinética da água, então é um projeto 100% sustentável, pois não emitimos carbono na geração, transmissão ou distribuição de energia”, disse.

A iniciativa reduz em cerca de 15% a emissão de CO₂, tornando as operações mais sustentáveis. O gerente de Sustentabilidade do Porto de Santos, Bruno Takano, explica como funciona o sistema: “Quando os rebocadores estão atracados, com esse novo sistema, eles desligam seus motores a combustão e passam a utilizar o excedente energético da Usina de Itatinga para manter em funcionamento seus sistemas de refrigeração e equipamentos. Dessa forma, deixam de emitir carbono na atmosfera enquanto consomem essa energia”.

Bruno Takano também destacou que a ideia é que esse tipo de fornecimento de energia chegue, em breve, a todos os navios que atracam na região. “O pilar de mudanças climáticas, dentro do nosso planejamento estratégico, inclui planos de ação e medidas de mitigação para os impactos ambientais”, afirmou.

Falando em sustentabilidade, a equipe do MPor cruzou com o navio CMA CGM Bahia, o primeiro navio porta-contêiner movido a gás natural liquefeito (GNL) que chega ao Brasil. Essa inovação, com 336 metros de comprimento total por 51 metros de largura, representa um passo significativo rumo à sustentabilidade no setor marítimo e portuário nacional.

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Por Ministério de Portos e Aeroportos

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