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7 de Setembro será marcado por ato na cidade de São Paulo

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A concentração terá início às 10h, na Praça Oswaldo Cruz, ponto inicial da Avenida Paulista. No local haverá um ato ecumênico.

Em 2020, o Grito dos Excluídos completa 26 anos, trazendo como tema a “Vida em primeiro lugar” e como lema “Basta de Miséria, Preconceito e Repressão! Queremos Terra, Trabalho, Teto e Participação.

Várias atividades estão programadas pelo Brasil. Em São Paulo, haverá o ato organizado pela Central de Movimentos Populares (CMP), com apoio de entidades como a CUT São Paulo. A concentração terá início às 10h, na Praça Oswaldo Cruz, ponto inicial da Avenida Paulista. No local haverá um ato ecumênico.

Excepcionalmente neste ano, a manifestação não seguirá pela Avenida Brigadeiro Luiz Antônio em direção ao Monumento às Bandeiras, ao lado do Parque do Ibirapuera, como tradicionalmente ocorre. 

Em meio à pandemia de Covid-19, o Grito discute junto à população o atual momento político brasileiro e mundial, expondo as estruturas opressoras que geram violência, injustiça e desigualdade social.

Às ruas da capital paulista, os movimentos também levam a discussão contra o descaso dos governos em relação à saúde e à vida, a questão da privatização dos recursos naturais, as reformas que retiram direitos dos trabalhadores e trabalhadoras e a venda das empresas públicas, a exemplo do Projeto de Lei (PL) 529 apresentado pelo governador João Doria (PSDB) à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) em agosto, que tramita em regime de urgência.

O PL de Doria intenta a extinção de 10 autarquias, fundações e empresas públicas, usando a pandemia como desculpa, a pretexto de equilibrar as contas públicas. Nada além de um discurso público do governador paulista que se repete, como apontam as lideranças que organizam o protesto.

Para a secretária de Mobilização da CUT São Paulo, Joice dos Santos, é preciso resistir e lutar contra projetos de desmonte e de morte apresentados pelos governos de Jair Bolsonaro (sem partido) e João Doria (PSDB).

“Temos que ocupar os espaços públicos e exigir o que é direito nosso, lutar por um Estado pleno que garanta a universalização dos direitos básicos e essenciais ao povo brasileiro. E na luta por este Estado cumpridor de seu papel, seguimos na defesa dos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras”, afirma.

Coordenador nacional da Central de Movimentos Populares (CMP), Raimundo Bonfim, avalia que o debate do Grito deste ano se refere especialmente à miséria e à fome.

“Em outros momentos de governos democráticos populares, mantivemos nossas marchas simbólicas do Grito nas ruas. Mas neste último período de governos ultra neoliberais, destruidores dos direitos e das políticas públicas é diferente. Estamos denunciando a exclusão social que cresce a cada dia, cujos responsáveis são esses governos atuais”, finaliza.

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