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Inflação do gás de cozinha passa de 20% em 12 meses e afeta famílias mais pobres

Data:

Só recebem o vale gás, famílias com integrantes que recebem o Auxílio Brasil ou o Benefício de Prestação Continuada (BPC) que tenham os dados atualizados no CadÚnico.

 

 

 

Com a disparada dos preços, a inflação do gás de cozinha mais do que dobrou nos últimos 12 meses em relação ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do Brasil, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Até julho, o IPCA geral acumulava alta de 10,07% em 12 meses.

No mesmo período, ou seja, de julho do ano passado a julho deste ano, o gás encanado subiu 26,29%, e o gás de botijão de 13 quilos subiu 21,82%.

Da mesma forma que a inflação dos alimentos, que atingiu 14,72% no acumulado de 12 meses, a inflação do gás de cozinha, afeta mais as famílias mais pobres, que ganham o salário mínimo (R$ 1,212). Em alguns estados, o valor do botijão de gás equivale a 10% do salário mínimo – é o maior percentual desde 2007.

O gasto com gás consome até 22% do orçamento de serviços básicos dos mais pobres, enquanto para os mais ricos, esse valor é de 13%.

A conclusão é do estudo elaborado pela consultoria Kantar e divulgado pelo jornal Folha de São Paulo, em abril deste ano. Foram consultados 4.915 municípios em 2021, quando os efeitos dos sucessivos reajustes ainda não eram percebidos no orçamento familiar.

São famílias sem acesso ao vale-gás, de R$ 100 pago pelo governo a famílias mais pobres, de agosto a dezembro deste ano. Só recebem o vale, famílias com integrantes que recebem o Auxílio Brasil ou o Benefício de Prestação Continuada (BPC) que tenham os dados atualizados no CadÚnico. Para ter direito ao vale-gás, essas famílias precisam ainda ter renda mensal por pessoa menor ou igual a meio salário mínimo, R$ 606 neste ano.

Mulheres chefes de família ou que foram vítimas de violência doméstica têm prioridade para receber o auxílio,mas a fila é grande para todos.

 

Por que subiu tanto

Apesar da maior parte do gás consumido no Brasil ser produzido pela Petrobras, o governo brasileiro adota a Política de Paridade de Importação (PPI) para todos os combustíveis. Isso significa que os preços dos combustíveis no Brasil, inclusive do gás, são reajustados sempre que aumentam o valor do barril de petróleo no mercado internacional. A cotação do dólar também influencia no valor.

A PPI foi criada no governo do ilegítimo Michel Temer (MDB) e mantida pelo presidente Jair Bolsonaro (PL).

 

 

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