18.9 C
Campinas
sexta-feira, março 13, 2026
spot_img

China acusa EUA de violar soberania venezuelana

Data:

Pequim condena ofensiva militar, apoia reunião de emergência da ONU e amplia isolamento diplomático de Washington após captura de Maduro

A ofensiva militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, provocou forte reação da China e aprofundou a crise geopolítica na América Latina e no Caribe. Em nota oficial divulgada nesta segunda-feira, o governo chinês classificou a operação como uma “grave violação do direito internacional” e um ataque direto à soberania venezuelana, com potencial de desestabilizar toda a região.

>> Siga o canal do Jornal Local no WhatsApp

Segundo a chancelaria chinesa, o uso da força por Washington fere normas básicas das relações internacionais, ameaça a paz regional e contraria os princípios da Carta das Nações Unidas. Pequim afirmou ainda que a Venezuela tem o direito de escolher de forma independente seu caminho político e econômico, sem interferência externa, e defendeu esforços internacionais voltados à estabilização do país por meios diplomáticos.

egundo a chancelaria chinesa, o uso da força por Washington fere normas básicas das relações internacionais, ameaça a paz regional e contraria os princípios da Carta das Nações Unidas. Foto BRICS

A manifestação ocorre após uma operação militar sem precedentes recentes no continente, comparada por analistas à invasão do Panamá em 1989. A ação incluiu bombardeios aéreos em Caracas e em outras áreas estratégicas do norte venezuelano, além da detenção do chefe de Estado por forças especiais norte-americanas. Maduro foi levado aos Estados Unidos e apresentado ao sistema judiciário federal, abrindo uma crise de legitimidade política em Caracas.

O governo chinês declarou apoio à convocação de uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU para discutir a ofensiva e afirmou estar disposto a atuar junto à comunidade internacional para defender os princípios da soberania dos Estados e da resolução pacífica de conflitos. A posição reforça o alinhamento da China com países que veem a ação americana como intervenção unilateral e precedente perigoso no sistema internacional.

A operação, anunciada diretamente pelo presidente Donald Trump, foi justificada por Washington como parte de um esforço para combater o narcotráfico e proteger a segurança nacional dos Estados Unidos. Trump afirmou ainda que o país assumiria temporariamente a administração da Venezuela até uma “transição segura de poder”, mencionando interesses estratégicos ligados ao setor petrolífero venezuelano.

https://twitter.com/rtnoticias_br/status/2007711557082591347?s=20

Em Caracas, o governo classificou a ação como um ato de agressão militar e violação direta da soberania nacional. Após a captura de Maduro, Delcy Rodríguez foi alçada à presidência interina em meio a pressões externas e incertezas internas. Autoridades aliadas informaram que militares estrangeiros que atuavam junto às forças venezuelanas morreram durante os ataques, ampliando o impacto diplomático da operação.

A reação chinesa se soma a críticas crescentes de governos e entidades internacionais e recoloca no centro do debate global o papel das grandes potências, os limites das intervenções armadas e a fragilidade dos mecanismos multilaterais diante de ações unilaterais de força.

Petróleo e disputa global

A condenação da China está diretamente ligada aos interesses estratégicos envolvidos na Venezuela, país que concentra uma das maiores reservas de petróleo do mundo e mantém parcerias energéticas e financeiras com Pequim. A intervenção americana ameaça contratos, investimentos e influência chinesa na região, além de reforçar a disputa geopolítica entre as duas potências. Ao denunciar a violação do direito internacional, a China também busca conter um precedente que poderia ser usado em outros cenários globais e reafirmar seu discurso de defesa da soberania estatal frente a intervenções lideradas pelos Estados Unidos.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Compartilhe esse Artigo:

spot_img

Últimas Notícias

Artigos Relacionados
Relacionados

Meloni diz que Itália não participará de ataques contra o Irã e cobra solução diplomática para guerra

Premiê afirma que conflito agrava crise do direito internacional...

Filho de Ali Khamenei é escolhido novo líder supremo do Irã após morte do aiatolá em ataque atribuído aos EUA

Decisão foi tomada pela Assembleia dos Especialistas e ocorre...

Israel amplia ofensiva na fronteira com o Líbano e autoriza avanço de tropas contra o Hezbollah

Escalada militar ocorre após ruptura de cessar-fogo e amplia...
Jornal Local
Política de Privacidade

A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) já está em vigor no Brasil. Além de definir regras e deveres para quem usa dados pessoais, a LGPD também provê novos direitos para você, titular de dados pessoais.

O Blog Jornalocal tem o compromisso com a transparência, a privacidade e a segurança dos dados de seus clientes durante todo o processo de interação com nosso site.

Os dados cadastrais dos clientes não são divulgados para terceiros, exceto quando necessários para o processo de entrega, para cobrança ou participação em promoções solicitadas pelos clientes. Seus dados pessoais são peça fundamental para que o pedido chegue em segurança na sua casa, de acordo com o prazo de entrega estipulado.

O Blog Jornalocal usa cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.

Confira nossa política de privacidade: https://jornalocal.com.br/termos/#privacidade