Segundo balanço divulgado nesta terça-feira, centenas de pessoas ficaram feridas e dezenas de estruturas foram destruídas; buscas por sobreviventes continuam em cidades do oeste do país.
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A Colômbia entrou nesta terça-feira (11) no segundo dia de buscas por vítimas do terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o oeste do país na manhã de segunda-feira (10). O tremor deixou 169 mortos e 668 feridos, segundo balanço divulgado por autoridades colombianas, além de prédios destruídos e danos em diferentes cidades.
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O epicentro foi registrado nas proximidades de San José del Palmar, no departamento de Chocó. O terremoto ocorreu por volta das 7h34 no horário local e foi sentido em grande parte do território colombiano e também em países vizinhos. As equipes de emergência concentram os trabalhos nas áreas onde há relatos de pessoas presas sob os escombros.
O presidente Abelardo de la Espriella declarou situação de emergência nacional e determinou a mobilização das estruturas do governo para atendimento às regiões atingidas. Militares, bombeiros, equipes médicas e voluntários participam das operações de resgate.






CALI CONCENTRA PARTE DOS RESGATES
Cali está entre as cidades mais afetadas. Autoridades locais registraram dezenas de estruturas danificadas ou destruídas e trabalham na localização de possíveis sobreviventes. O cenário também provocou interrupções no trânsito e levou moradores a permanecerem nas ruas por medo de novos tremores.
Em Pereira, no departamento de Risaralda, também foram registrados mortos, feridos e pessoas presas em estruturas danificadas. A situação levou as autoridades locais a reforçarem as equipes de emergência e a estabelecerem medidas para facilitar o atendimento às vítimas.
Em Manizales, danos foram registrados em edifícios e estruturas históricas. Em Bogotá, o tremor provocou a retirada preventiva de pessoas de edifícios, embora os primeiros levantamentos tenham apontado danos menos graves na capital.
O terremoto também provocou interrupções em serviços e afetou a operação de aeroportos em algumas regiões. As autoridades mantêm equipes mobilizadas diante da possibilidade de novos tremores e da necessidade de avaliar a segurança de prédios atingidos.
BUSCA POR SOBREVIVENTES
As operações de resgate avançaram durante a madrugada e continuam nesta terça-feira. Equipes utilizam equipamentos especializados para procurar pessoas sob estruturas que desabaram.
“Estamos realizando todos os trabalhos necessários para retirar as pessoas com vida”, afirmou o socorrista voluntário Andrés Felipe Mejía, ouvido pela AFP. Segundo ele, moradores também se juntaram aos bombeiros nas ações de auxílio.
O terremoto reavivou na Colômbia a lembrança do terremoto ocorrido em 1999 na região cafeeira, uma das maiores tragédias sísmicas da história recente do país.
A dimensão da atual tragédia ainda está sendo apurada. O número de mortos e feridos pode aumentar à medida que as equipes de emergência conseguem acessar áreas atingidas e concluir a identificação das vítimas.
SOLIDARIEDADE INTERNACIONAL
Países da América Latina ofereceram apoio à Colômbia. A União Europeia também informou que mobilizou seu serviço de satélites Copernicus para auxiliar no mapeamento das áreas atingidas e apoiar as operações de emergência.
O terremoto foi sentido também no Equador, Panamá, Venezuela e em algumas regiões do Brasil. Artistas colombianos e outras personalidades públicas divulgaram mensagens de solidariedade às vítimas e às famílias afetadas.
Com informações de autoridades colombianas, AFP e veículos internacionais.



