Investigação aponta envolvimento de agente de Indaiatuba em negociação de armas e quadrilha que extorquiu operador de criptomoedas

Um guarda municipal de Indaiatuba foi preso nesta terça-feira (7) suspeito de integrar uma organização criminosa envolvida em extorsão mediante sequestro e comércio ilegal de armas. Álvaro Augusto Barbosa dos Santos Ribeiro, de 34 anos, é investigado após a Polícia Civil identificar mensagens que indicam sua participação em negociações de armamentos e possível ligação com facções criminosas.
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De acordo com a investigação, conduzida pela Polícia Civil de São Paulo, o celular do agente continha conversas sobre venda de revólveres calibre .38, pistolas 9 mm e até tratativas envolvendo fuzil calibre 5.56. Também foram encontrados conteúdos atribuídos a organizações como o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho, incluindo menções a uma possível articulação entre os grupos.
A operação, batizada de “Criptonita” e conduzida pelo Ministério Público e pela Polícia Civil, é desdobramento de uma investigação iniciada no 34º Distrito Policial do Morumbi, após o sequestro de um operador de criptomoedas em 2025. Segundo a apuração, o crime teria sido motivado por uma disputa envolvendo R$ 70,8 milhões após bloqueio de transações financeiras.
A vítima foi abordada no Shopping Cidade Jardim e levada para um cativeiro em Santa Isabel, onde teria sido agredida e ameaçada para devolver valores. O resgate ocorreu após a namorada acionar a polícia, ao receber mensagens relatando o sequestro.
O delegado responsável pelo caso, Gilbor Miter Júnior, afirmou que ainda será apurado se o guarda utilizava a função pública para facilitar as atividades criminosas. A Secretaria de Segurança Pública de Indaiatuba informou que solicitou o afastamento do agente por 60 dias e declarou que colabora com as investigações.
Até o momento, quatro pessoas foram presas na operação, incluindo um suspeito localizado em Natal (RN). A Justiça autorizou a prisão temporária dos investigados por 30 dias, considerada necessária para o avanço das apurações.
A defesa de Álvaro Augusto Barbosa dos Santos Ribeiro não foi localizada até a última atualização desta reportagem.




