Segurança do supermercado morreu neste sábado (24) após permanecer internado em estado gravíssimo . A Polícia Civil de Campinas deve solicitar a prisão preventiva do principal suspeito, e o caso poderá ser reclassificado como homicídio

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Funcionário terceirizado do GoodBom, em Sousas, morreu neste sábado (24) após permanecer internado em estado gravíssimo desde a agressão sofrida no estacionamento do supermercado. A Polícia Civil de Campinas deve solicitar a prisão preventiva do principal suspeito, e o caso poderá ser reclassificado como homicídio.
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O segurança, de 65 anos, havia entrado em coma após sofrer traumatismo craniano e sangramento cerebral provocado pela queda no asfalto depois de receber um soco durante uma confusão no estacionamento do supermercado GoodBom, no distrito de Sousas, em Campinas. O caso ocorreu após uma discussão envolvendo uma vaga reservada para idosos.
Segundo os investigadores do 12º Distrito Policial de Sousas, a briga começou quando um aposentado de 68 anos tentava estacionar sua caminhonete na vaga preferencial. Testemunhas relataram que uma adolescente ocupava parcialmente o espaço com um carrinho de compras. Após a manobra, dois homens que estavam em uma caminhonete branca passaram a acusar o idoso de ter colocado a jovem em risco. A discussão evoluiu para agressões físicas.
O funcionário do supermercado tentou intervir para conter a violência, mas foi atingido com um soco e caiu desacordado. Inicialmente, o caso era tratado como lesão corporal grave no âmbito do Estatuto do Idoso. Com a morte da vítima neste sábado, a tendência é que a investigação passe a apurar homicídio consumado.
Investigação
A Polícia Civil já identificou os suspeitos envolvidos nas agressões por meio de imagens de câmeras de monitoramento do supermercado e de estabelecimentos vizinhos. Dois homens, de 24 e 45 anos, além de uma mulher apontada como participante da confusão, já haviam sido localizados pelos investigadores. Até então, eles respondiam ao inquérito em liberdade.
Com a confirmação da morte do segurança, investigadores do 12º DP avaliam que houve agravamento significativo do caso e discutem medidas cautelares, entre elas o pedido de prisão preventiva do agressor apontado como autor do soco que derrubou a vítima. Fontes ligadas à investigação afirmam que o delegado responsável Dr. Rocha Soares deve encaminhar representação à Justiça nas próximas horas.
O caso reacende o debate sobre episódios de violência em estacionamentos de supermercados e o uso desproporcional da força em conflitos banais. Especialistas ouvidos reservadamente por investigadores apontam que imagens do circuito interno serão decisivas para esclarecer se houve ação coordenada dos envolvidos e eventual participação de outras pessoas na agressão.
Até o momento, a defesa dos suspeitos não se manifestou. O espaço segue aberto para posicionamentos dos envolvidos e da direção do supermercado.




