Solicitação será analisada por Gilmar Mendes após manifestação da PGR; parlamentar nega acusações e diz ser vítima

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A Polícia Federal solicitou ao Supremo Tribunal Federal autorização para abrir inquérito contra o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL). O pedido tem como base uma representação apresentada pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS), que resgata uma denúncia de estupro envolvendo o parlamentar.
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A solicitação foi encaminhada ao ministro Gilmar Mendes, relator do caso, que abriu prazo para manifestação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, antes de decidir sobre a instauração formal da investigação.
Segundo a representação, Gaspar teria tido um filho com uma adolescente de 13 anos à época dos fatos. O documento afirma que a jovem engravidou e deu à luz uma criança, hoje com cerca de 8 anos, que teria sido registrada no nome da mãe da adolescente. Até o momento, não há provas públicas apresentadas que confirmem a acusação.
Defesa, provas e disputa política
O deputado nega as acusações e afirma ser o principal interessado na apuração. “O maior interessado na instauração do inquérito policial sou eu. As investigações policiais irão provar os crimes dos quais fui vítima”, declarou. Ele também ingressou com queixa-crime no STF contra Lindbergh Farias e Soraya Thronicke.
Na quinta-feira (23), Gaspar realizou coleta de material genético em Maceió, confirmada pela Polícia Científica de Alagoas. Segundo o parlamentar, o exame foi solicitado por iniciativa própria, com autorização judicial, para antecipar a produção de provas. “Fui acusado de forma covarde por um crime que jamais pratiquei”, afirmou.
O caso ganhou repercussão após Lindbergh chamar o deputado de “estuprador” durante sessão da CPMI do INSS. Em nota, Gaspar classificou as acusações como “falsas, levianas e absolutamente irresponsáveis” e disse que a situação representa tentativa de desviar o foco das investigações conduzidas pela comissão.
A decisão sobre a abertura do inquérito caberá ao STF após manifestação da Procuradoria-Geral da República. O episódio adiciona tensão ao ambiente político no Congresso, envolvendo disputas entre parlamentares e possíveis reflexos nas investigações em curso.




