Nova pesquisa mostra estabilidade no cenário eleitoral e indica polarização mantida, com leve vantagem numérica alternando entre candidatos

<OUÇA A REPORTAGEM>
A nova pesquisa Atlas/Bloomberg, divulgada nesta terça-feira (28), aponta interrupção na tendência de aproximação registrada nos últimos meses na disputa presidencial. No principal cenário de primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oscilou positivamente de 45,9% para 46,6%, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) recuou de 40,1% para 39,7%, indicando possível estabilização do eleitorado.
<Siga o canal do Jornal Local no WhatsApp
Na sequência aparecem Renan Santos (Missão), com 5,3%, em queda em relação aos 7,2% de março, seguido por Ronaldo Caiado (PSD), com 3,3%, e Romeu Zema (Novo), com 3,1%. Votos brancos, nulos e indecisos somam 0,6%, indicando baixo nível de indefinição no eleitorado captado.
Em um segundo cenário testado, com maior número de candidatos, Lula mantém a liderança com 44,2%, seguido por Flávio Bolsonaro com 39,3%. Renan Santos registra 5,1%, Zema 3,5% e Caiado 3,0%. Ciro Gomes (PSDB) aparece com 1,3%, enquanto Samara Martins (UP) marca 2,0%.
Cenários alternativos e segundo turno
Na simulação sem Lula, substituído por Fernando Haddad (PT), há empate técnico: Haddad tem 40,5% contra 39,2% de Flávio Bolsonaro. Nesse cenário, os votos brancos e nulos sobem para 4,8%, sugerindo maior dispersão do eleitorado sem a presença do atual presidente.
Nos cenários de segundo turno, o levantamento indica forte polarização. Em um eventual confronto direto, Flávio Bolsonaro aparece com 47,8% contra 47,5% de Lula, dentro da margem de erro. Já Lula venceria outros adversários testados, incluindo Jair Bolsonaro (PL), Romeu Zema e Ronaldo Caiado.
Sem Lula na disputa, Flávio Bolsonaro lidera os cenários de segundo turno, superando Haddad e também o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).
Na avaliação de governo, o cenário permanece estável. Segundo o levantamento, 42% consideram a gestão de Lula ótima ou boa, enquanto 51,3% avaliam como ruim ou péssima. A aprovação pessoal do presidente é de 46,8%, frente a 52,5% de desaprovação, indicando um país dividido.
A pesquisa ouviu 5.008 eleitores entre os dias 22 e 27 de abril de 2026, com margem de erro de um ponto percentual e registro no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-07992/2026.




