Cidade soma 5 mortes e 65 casos graves de gripe em 2026; cobertura vacinal entre crianças e idosos ainda preocupa Saúde

A Secretaria Municipal de Saúde de Campinas confirmou, nesta quinta-feira (7), mais duas mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) decorrentes do vírus Influenza. Com os novos registros, o município atinge a marca de cinco óbitos pela doença em 2026. As duas vítimas recentes, um homem de 93 anos e uma mulher de 80 anos, possuíam doenças preexistentes e não haviam tomado a vacina contra a gripe este ano.
Desde o início de janeiro, a cidade já contabilizou 65 casos graves de gripe. O cenário acende um alerta para a baixa adesão à campanha de imunização, que segue até o dia 30 de maio em todos os Centros de Saúde (CSs).
Apenas no CS Centro o atendimento é deslocado para a Paróquia Divino Salvador. Até o momento, a cobertura vacinal entre idosos é de 39,28%, enquanto entre as crianças o índice é ainda mais baixo: apenas 17,03% do público-alvo foi protegido.
A dose disponível protege contra as cepas A (H1N1 e H3N2) e B. Em 2025, a letalidade da doença foi evidente: das 67 mortes registradas em Campinas, 53 ocorreram em pessoas que não haviam se vacinado. A Saúde reforça que a vacina é atualizada anualmente para combater as mutações do vírus e é a única forma eficaz de evitar complicações que levam à internação e ao óbito.
Além dos idosos e crianças, o grupo prioritário inclui gestantes, trabalhadores da saúde, professores e pessoas com comorbidades. Para se vacinar, basta apresentar documento com foto e a caderneta de vacinação.
Serviço: Onde: Todos os Centros de Saúde (CS Centro na Paróquia Divino Salvador) Prazo: Até 30 de maio Documentos: Foto e caderneta de vacina (se tiver)
Análise: O peso das doenças preexistentes e a falha na barreira vacinal
Os dados revelam uma continuidade perigosa no perfil das vítimas em Campinas: idosos com comorbidades que negligenciam a dose anual. A resistência ou o esquecimento da vacinação sobrecarrega o sistema público com internações por SRAG que poderiam ser evitadas.
Sob uma perspectiva crítica, a baixa cobertura entre crianças (17%) indica uma falha na comunicação com pais e responsáveis, deixando a parcela mais jovem da população exposta justamente no período que antecede o inverno, quando a circulação viral atinge seu pico. Além da vacina, hábitos básicos como ventilação de ambientes e higiene das mãos seguem sendo ignorados em espaços de grande circulação na região central.




