Ex-primeira-dama afirma que reconhecimento de políticas públicas voltadas à comunidade surda não representa alinhamento ideológico e volta a defender educação bilíngue
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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou neste sábado (4) que políticas públicas destinadas à inclusão da comunidade surda devem ser tratadas como uma causa de Estado e não como tema de disputa entre grupos políticos. A manifestação ocorreu após repercussão nas redes sociais de um vídeo em que ela elogia a Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos, atualmente implementada pelo governo Lula.
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Em publicação nas redes sociais, Michelle declarou que sua atuação em defesa das pessoas com deficiência sempre esteve voltada aos resultados das políticas públicas, independentemente do governo responsável por sua execução. Segundo ela, reconhecer iniciativas consideradas positivas não significa adesão política, mas compromisso com a promoção da inclusão.
As declarações ocorreram após críticas de parte de apoiadores do campo bolsonarista ao vídeo em que ela faz referências favoráveis à política atualmente vinculada ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em resposta, Michelle reiterou que o atendimento às necessidades da população surda deve prevalecer sobre divergências ideológicas.
Investigação
A repercussão das declarações também ocorre em um momento de movimentação interna no campo da oposição, marcado por especulações sobre o futuro político de Michelle Bolsonaro e por divergências entre diferentes lideranças conservadoras. Analistas avaliam que temas de forte apelo social, como inclusão e acessibilidade, tendem a produzir convergências ocasionais entre adversários políticos, sobretudo quando envolvem políticas públicas de interesse permanente.
As declarações de Michelle Bolsonaro sobre a Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos foram feitas poucos dias após um período de desgaste público envolvendo o senador Flávio Bolsonaro. A tensão ganhou repercussão depois que Michelle publicou um vídeo nas redes sociais relatando ter recebido uma “punhalada” no ano anterior, sem citar nomes, declaração interpretada por aliados como referência a divergências internas no grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Foi nesse contexto que Michelle surpreendeu parte de seus apoiadores ao elogiar a Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos, lançada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em publicação nas redes sociais, ela classificou a iniciativa como um “sonho realizado” para a comunidade surda, ressaltando que pautas relacionadas à inclusão e aos direitos das pessoas com deficiência devem ser tratadas acima das divergências partidárias. O Ministério da Educação informou que a política busca ampliar o acesso, a permanência e a aprendizagem de estudantes surdos, fortalecendo a oferta de educação bilíngue em Língua Brasileira de Sinais e em língua portuguesa escrita nas redes de ensino.




