Crise se agrava na Ponte Preta com greve dos jogadores e saída do técnico

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Atletas reclamam de salários atrasados e clube corre contra o tempo para evitar W.O. contra o América-MG

A crise da Ponte Preta se agravou nesta quinta-feira (27). Afundada na zona de rebaixamento da Série B, a Macaca ficou sem técnico após Márcio Zanardi pedir demissão e também enfrenta uma paralisação dos jogadores por causa de atrasos salariais.

Zanardi chegou ao clube em junho e deixa o cargo sem vencer nenhuma das 12 partidas disputadas: foram dois empates e dez derrotas.

Os jogadores se apresentaram no CT do Jardim Eulina, mas deixaram o local pouco depois. Em nota, o elenco afirmou que a maioria dos atletas tem salários e direitos de imagem atrasados e que, em alguns casos, a dívida chega a seis meses.

A paralisação coloca em dúvida a formação da equipe para o jogo contra o América-MG, domingo (30), às 16h, fora de casa. A diretoria afirma que trabalha para evitar um W.O. e pretende recorrer, se necessário, a jogadores das categorias de base.

A situação financeira também impede o registro de oito reforços contratados pelo clube. A Ponte está com três transfer bans e aguarda a retomada da Assembleia Geral Extraordinária que discutirá a constituição de uma SAF.

O primeiro vice-presidente Marco Antonio Eberlin afirmou que a diretoria trabalha para encontrar uma solução e disse que alguns jogadores, caso estejam com os pagamentos em dia ou com atrasos menores, teriam obrigação de atuar.

Enquanto a crise administrativa e financeira continua, a Ponte precisa encontrar uma solução imediata para colocar um time em campo e evitar que os problemas fora das quatro linhas agravem ainda mais a situação do clube na Série B.

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