Morador ouve gritos de socorro e mobiliza remadores em resgate de homem no Rio Atibaia, em Sousas

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José Luiz, de 46 anos, foi localizado agarrado a uma árvore durante operação que envolveu morador, Polícia, Corpo de Bombeiros e remadores da Associação do Remo de Sousas

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Um homem de 46 anos, identificado como José Luiz, morador do Imperial Parque, em Sousas, foi resgatado na noite de sábado (12) depois de cair ou entrar no Rio Atibaia, na região da Subprefeitura de Sousas, próximo ao coreto. O salvamento começou depois que o morador Andrews Máximo ouviu gritos de socorro, percorreu a região em busca da origem dos pedidos de ajuda e, ao localizar o homem agarrado a uma árvore do outro lado do rio, acionou os remadores da Associação do Remo de Sousas. A operação contou ainda com a participação da Polícia e do Corpo de Bombeiros.

Segundo o relato encaminhado ao Jornal Local pelos envolvidos no resgate, Max ouviu os pedidos de socorro e inicialmente bateu de porta em porta nas proximidades para verificar se alguém precisava de ajuda. Sem localizar a pessoa, seguiu a direção dos gritos e entrou em uma área de mata densa e de difícil acesso às margens do Rio Atibaia.

Ao avançar pela vegetação, Max teria conseguido avistar José Luiz agarrado a uma árvore do outro lado do rio, a aproximadamente 150 metros de distância. Diante da dificuldade de acesso ao local, ele pediu ajuda aos remadores da Associação do Remo de Sousas, que se deslocaram imediatamente para auxiliar no salvamento.

Ainda de acordo com os relatos, Max e policiais seguiram pela margem do Rio Atibaia e começaram a cortar galhos e abrir passagem para tentar criar um acesso até o ponto onde a vítima estava. A operação exigiu a realização de manobras para permitir a aproximação dos socorristas e dos caiaques em um trecho de difícil navegação.

Os remadores Pedro e Rafael foram acionados e entraram no rio em caiaques para tentar localizar e alcançar José Luiz. Rafael teria sido o primeiro a chegar até a vítima. Segundo os envolvidos, o homem estava dentro da água, agarrado atrás de uma árvore e apresentava sinais de exaustão.

Os remadores permaneceram próximos a José Luiz enquanto preparavam a retirada. Conforme o relato, o homem havia ingerido água do rio e apresentava muito frio, condição que os envolvidos associaram a um possível quadro de hipotermia. Um colete salva-vidas foi colocado na vítima para ajudá-la a permanecer na superfície. Também foi observado sangramento em um dos olhos, possivelmente relacionado a um ferimento, informação que ainda precisa ser confirmada pelas equipes médicas.

A operação foi dificultada pela forte correnteza, pela escuridão e pela presença de árvores e galhos dentro do rio. Os obstáculos aumentavam o risco tanto para a vítima quanto para os remadores, já que os caiaques poderiam ficar presos ou sofrer colisões durante as manobras.

A retirada precisou ser conduzida para um ponto considerado mais acessível e seguro, próximo ao coreto e à Subprefeitura de Sousas. Segundo os relatos, José Luiz foi colocado em um caiaque e conduzido pelo rio em uma operação conjunta com os bombeiros até o local onde poderia ser retirado.

A mobilização durou quase duas horas, conforme os remadores envolvidos. Durante parte da operação, Pedro e Rafael permaneceram ao lado da vítima, ajudando a mantê-la em segurança enquanto eram realizadas as manobras de aproximação e retirada.

A participação de Max foi apontada pelos envolvidos como decisiva para que a vítima fosse localizada. Foi ele quem, depois de ouvir os gritos, percorreu a região, entrou na mata e identificou José Luiz do outro lado do rio. A partir da localização, o morador acionou os remadores e passou a colaborar com a abertura de acesso pela margem.

“Pedro e Rafa foram os heróis do Rio Atibaia”, afirmou o relato encaminhado ao Jornal Local, destacando a atuação dos dois remadores durante a operação.

O caso também chama atenção para as dificuldades de resgates noturnos no Rio Atibaia, especialmente em trechos com mata fechada, pouca iluminação, forte correnteza e obstáculos naturais. Segundo os remadores, as equipes que chegaram inicialmente ao local enfrentaram dificuldades para alcançar a vítima em razão das características do trecho e da necessidade de acesso pela margem.

O Jornal Local ainda não recebeu manifestação oficial do Corpo de Bombeiros sobre as circunstâncias relatadas pelos envolvidos, nem informações oficiais sobre o estado de saúde de José Luiz após o resgate. A confirmação do atendimento médico e das condições clínicas da vítima permanece pendente.

A ocorrência também evidencia o risco assumido pelos moradores e voluntários que participaram do salvamento. Max entrou em uma área de mata de difícil acesso para localizar a origem dos gritos, enquanto policiais e remadores trabalharam para abrir passagem e chegar até a vítima. Pedro e Rafael, por sua vez, entraram no Rio Atibaia durante a noite para realizar as manobras de aproximação e retirada.

O resgate terminou sem registro, até o momento, de novas vítimas entre os envolvidos na operação.

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