Campinas lidera denúncias de assédio eleitoral no trabalho no interior de SP, aponta MPT

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O órgão poderá adotar medidas urgentes e atuar em articulação com o Ministério Público Eleitoral e a Justiça do Trabalho, quando necessário. Foto Fernando Frazão/Agencia Brasil

Área regional de Campinas soma 38 denúncias em 2026, o equivalente a 30,9% dos registros da 15ª Região; órgão fará plantão no fim de semana do segundo turno presidencial.

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Por Sandra Venancio – Jornal Local

A área de abrangência do Ministério Público do Trabalho (MPT) em Campinas registrou 38 denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho até quinta-feira (22), o maior número entre as unidades da instituição no interior paulista e litoral norte. Os registros representam 30,9% das 123 denúncias contabilizadas pela 15ª Região em 2026, segundo dados divulgados pelo órgão. O levantamento se refere à área regional de atuação do MPT, que inclui diferentes municípios, e não apenas à cidade de Campinas.

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Na comparação com outras áreas atendidas pelo Ministério Público do Trabalho, Ribeirão Preto e São José dos Campos registraram 19 denúncias cada, enquanto São José do Rio Preto contabilizou 18. Em todo o estado de São Paulo, foram recebidas 284 denúncias até 22 de outubro.

Registros superam os de 2024

Nas eleições municipais de 2024, a área regional de Campinas havia registrado 33 denúncias. Em 2026, o número chegou a 38, um aumento de aproximadamente 15,2%. A comparação considera períodos eleitorais diferentes e um levantamento de 2026 ainda em andamento.

Nas eleições presidenciais de 2022, a mesma área regional recebeu 89 denúncias. Naquele ano, o conjunto das unidades da 15ª Região contabilizou 258 ocorrências. Campinas respondeu por 34,5% do total regional em 2022, proporção que subiu para 48,5% em 2024 e chegou a 30,9% em 2026.

Os números correspondem às denúncias recebidas pelo MPT e não significam que todas as situações relatadas tenham sido comprovadas. A distribuição individual por município também não foi divulgada no levantamento citado.

O que caracteriza assédio eleitoral

O assédio eleitoral ocorre quando alguém utiliza uma relação de trabalho para pressionar, ameaçar, constranger ou tentar influenciar a escolha política de outra pessoa. Entre as situações que podem caracterizar a prática estão ameaças de demissão relacionadas ao voto, exigência de participação em atos partidários e promessas de benefícios condicionadas ao apoio a determinado candidato.

A liberdade de convicção política e o sigilo do voto são direitos assegurados pela legislação brasileira. Denúncias podem ser encaminhadas ao Ministério Público do Trabalho para análise e eventual adoção de medidas, conforme as circunstâncias e as provas reunidas.

MPT fará plantão no fim de semana da eleição

Com o segundo turno da eleição presidencial marcado para domingo (25), o MPT anunciou atendimento presencial de plantão no sábado (24) e no domingo (25), das 8h às 17h, para receber e processar denúncias de assédio eleitoral.

Na sede regional de Campinas, a estrutura prevista é de até três procuradores e dois servidores por turno. O órgão poderá adotar medidas urgentes e atuar em articulação com o Ministério Público Eleitoral e a Justiça do Trabalho, quando necessário.

O atendimento presencial será realizado na Rua Pedro Anderson, 91, no Taquaral, em Campinas. As denúncias também podem ser encaminhadas pelo site oficial: www.prt15.mpt.mp.br.

O plantão também será realizado nas unidades do MPT em Araçatuba, Araraquara, Bauru, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, São José dos Campos e Sorocaba.

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