
Nota da Executiva Nacional reúne propostas para as áreas social, econômica e institucional e convoca militância para manter mobilização após a eleição
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A Comissão Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou nesta quinta-feira (29) uma nota política com as prioridades que pretende defender no quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito em 25 de outubro. O documento reúne propostas para as áreas econômica, social e institucional, incluindo o fim da escala 6×1, a redução da jornada de trabalho, a tarifa zero no transporte público, investimentos em tecnologia e reformas no sistema de Justiça e no sistema político-eleitoral.
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A direção nacional do partido também defende o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), a ampliação da educação em tempo integral, a universalização das creches e a expansão das políticas sociais. As propostas foram apresentadas como diretrizes políticas para o próximo governo e ainda dependem de decisões administrativas, articulação com o Congresso Nacional e, em alguns casos, mudanças na legislação.
Na área econômica, o PT propõe direcionar as riquezas nacionais para investimentos produtivos, geração de empregos e redução das desigualdades sociais e regionais. O documento também aponta como prioridades o desenvolvimento científico, a inteligência artificial, a produção de tecnologias nacionais, a proteção de dados e a ampliação do acesso à internet.
A agenda institucional inclui reformas no Sistema de Justiça e no modelo político-eleitoral, além da regulação democrática das grandes plataformas digitais. O partido também relaciona entre seus objetivos o enfrentamento à violência e às desigualdades raciais e de gênero.
Mobilização eleitoral e organização partidária
A nota atribui a reeleição de Lula à mobilização de diferentes segmentos sociais, entre eles jovens, estudantes, mulheres, população negra, pessoas LGBT, artistas, intelectuais, sindicatos e movimentos sociais.
Segundo o PT, a campanha acrescentou mais de 10 milhões de votos entre o primeiro e o segundo turno, avançou em todas as unidades da Federação e conseguiu reverter resultados em mais de 100 municípios. O partido também afirma que a eleição registrou o menor índice de abstenção desde 2006. Esses dados são apresentados pela legenda como parte de seu balanço político do processo eleitoral.
O documento destaca a participação de jovens em mobilizações nas ruas, escolas e universidades, além da atuação de militantes em bairros, periferias e cidades do interior. No ambiente digital, a Executiva menciona comunicadores populares e apoiadores, entre eles o grupo conhecido como “Exército do Lula”, associado à mobilização coordenada pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).
A direção petista afirma ainda que a vitória reuniu eleitores e lideranças de diferentes campos políticos, incluindo liberais, conservadores e representantes da direita que, segundo a avaliação do partido, se posicionaram em defesa das instituições democráticas.
A Executiva defende que a mobilização eleitoral seja convertida em organização permanente, com fortalecimento de núcleos de base, diretórios, sindicatos e movimentos sociais. Entre as iniciativas anunciadas estão uma campanha de filiação de jovens, a realização de plenárias territoriais e atividades durante o Novembro Negro.
Violência política e defesa da soberania
A nota manifesta preocupação com episódios de violência política registrados durante a campanha. Um dos casos citados é o da vereadora Iara Pimentel (PT), de Montes Claros (MG), atingida por uma pedra no rosto durante uma carreata em 24 de outubro.
O partido também relata ocorrências de agressões, ameaças, homicídios e assédio eleitoral em locais de trabalho. Sobre esse último ponto, pede atenção do Ministério Público do Trabalho para denúncias de pressão e coerção contra trabalhadores em razão de suas escolhas políticas.
O documento aborda ainda a contestação do resultado eleitoral e a viagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aos Estados Unidos após a derrota nas urnas. A Executiva reafirma a defesa da soberania brasileira e rejeita interferências estrangeiras no processo democrático nacional.
Próximos passos
A direção nacional convocou uma reunião do Diretório Nacional para 13 de novembro. O encontro deverá avaliar o resultado eleitoral e discutir a conjuntura política e os próximos passos do partido.
A Executiva também orientou diretórios, parlamentares, sindicatos e movimentos sociais a organizarem caravanas para Brasília, com o objetivo de acompanhar a posse de Lula, marcada para 5 de janeiro de 2027. A data segue a mudança estabelecida pela Emenda Constitucional 111, de 2021, que alterou o início dos mandatos presidenciais a partir da eleição de 2026.


