Foto: Gilson Machado/Sanasa
Com direito a carro de som circulando pelas principais vias de Sousas por dois dias convidando a população para estar presente ao evento, a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Sousas/Joaquim Egídio foi inaugurada na manhã do dia 26 de julho. A obra, demanda dos moradores no Orçamento Participativo (OP) e iniciada ainda na gestão da prefeita Izalene Tiene, atenderá uma população estimada em cerca de 16 mil moradores de 20 bairros da região.
Embora inaugurada, a ETE passará por uma nova fase de testes até o final de 2013 fazendo com que, segundo informações da Assessoria de Imprensa da Sanasa, esteja em condições plenas de tratar o esgoto da região somente “ao final do período de pré-operação da planta, ainda a cargo da empresa construtora”. É nesse período também, segundo a Sanasa, o tempo estimado para a completa ambientação do sistema biológico da ETE.
Para que o esgoto seja levado das residências até a ETE, o sistema de esgotamento será liberado como um todo. A Sanasa explica que no sistema de esgoto de Sousas e de Joaquim Egídio existem bairros que já contam com rede coletora e ligações domiciliares, e que aguardam apenas a liberação da ETE para terem efetivamente seus despejos coletados pela rede pública. É o caso, entre outros, por exemplo, do Jatibaia e do Jardim Botânico.
Em outros bairros, porém, terão de ser executadas obras de interligação nas redes. E em outros, ainda, bastará ser efetuada a ligação domiciliar, ou o morador se interligar ao ramal já existente. A Sanasa esclarece também que em sua maioria o esgoto atualmente coletado já está direcionado à ETE, bastando apenas iniciar seu tratamento. Com a ligação do imóvel à rede de esgoto, informa a Sanasa, o total da conta paga atualmente terá aumento de 100%. Para os consumidores que já pagam por este serviço não haverá qualquer alteração nas contas.
A implantação da ETE de Sousas e Joaquim Egídio resultou em investimento de R$ 19 milhões, dos quais R$ 5 milhões foram liberados pelo Governo Federal por meio da Caixa Econômica Federal.
A ETE Sousa/Joaquim Egídio, segundo o presidente da Sanasa, Arly de Lara Romeo, assim como outras unidades da empresa, é sustentável e com baixo consumo de energia. E ainda, por utilizar o sistema anaeróbio, é capaz de reduzir a produção de lodo durante o tratamento. A eficiência do tratamento, segundo Romeo, atinge a 90% de remoção dos poluentes.
De acordo com explicações da Sanasa, a ETE se utiliza assim, de um tratamento mais sustentável, pois o lodo gerado já sai adensado e digerido, eliminando-se com isso duas etapas de tratamento normalmente usadas em ETEs que não aplicam esse sistema. A unidade, em função da topografia da área onde está instalada, possui sete estações elevatórias, a última delas responsável por lançar todo o efluente coletado para a Estação de Tratamento.





