Inaugurado com alarde em novembro do ano passado com a pretensão de estimular o uso de bicicletas no distrito de Sousas, o bicicletário da Avenida Antonio Carlos Couto de Barros , poucos meses depois foi desativado. E o da Praça Beira Rio, as bicicletas retiradas para a realização da Festa de Sant´Ana no local. E o curioso é que exatos 15 dias depois da festa as bicicletas ainda não haviam sido recolocadas, sem que ninguém tivesse reclamado a reposição delas.
O programa Viva Bike, implantado por meio de contrato entre a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC) e a FG TV Produções Ltda., e que se propunha a equiparar a utilização de bicicletas no município ao que ocorre na cidade de Barcelona, na Espanha, pelo menos no distrito resultou em retumbante fiasco.
A definição é dos freqüentadores assíduos da Praça Beira Rio, no centro de Sousas. Alguns deles garantem não virem nenhuma delas ser utilizada. “Quem gosta de bicicleta em geral tem a sua. Quem vai querer pagar uma taxa para utilizar uma das que havia aqui”?, pergunta o aposentado Carlos de Sousa Santos, que costuma freqüentar a Beira Rio quase que diariamente.
Do mesmo modo, comerciantes cujo estabelecimento permite campo de visão para o Obelisco localizado na Avenida Antônio Carlos Couto de Barros, principal via de acesso à Sousas, garantem terem visto poucas vezes alguém retirando bicicletas daquela área para utilização ou ainda devolvendo-a após ter usado. “Não me lembro de ter notado alguém retirando ou devolvendo bicicleta aí não”, conta o funcionário de um estabelecimento próximo ao obelisco, que pediu para não ser identificado. A justificativa para sua desativação, foi o vandalismo.
Segundo explica a assessoria de Imprensa da EMDEC, o contrato entre a empresa e a FG TV Produções Ltda, foi encerrado no dia 10 de março deste ano. Ele foi assinado em 10 de setembro de 2012 e previa a prestação do serviço, em caráter experimental, por um período de seis meses sem qualquer custo para o município. Durante a vigência do contrato, o Viva Bike atingiu, segundo a EMDEC, a marca de 6 mil cadastros e uma média de 600 viagens por semana em toda a cidade. O volume, para uma cidade com mais de um milhão de habitantes, não chega a ser animador.
Apesar disso, como informa a assessoria de Imprensa, a EMDEC está elaborando um novo processo licitatório para o prosseguimento do serviço de bikes na cidade. E até que ele seja concluído a FG, a pedido dela própria, embora seu contrato já tenha se encerrado, solicitou à EMDEC sua continuidade na disponibilização do serviço.
O projeto Viva Bike foi bem avaliado pelos técnicos da EMDEC, segundo a assessoria de Imprensa, pois o sistema apresentou boa qualidade no atendimento, facilidade no processo de aluguel e contou com estações bem instaladas, além de dispor de bicicletas e monitores de encaixe qualificados. Foram satisfatórios, também, assinala, os dispositivos de cadastramento e adesão feitos através do site disponibilizado e o sistema de cartão magnético. O serviço de manutenção das bicicletas foi também aprovado.
A operacionalidade do serviço entretanto, ainda segundo a EMDEC, foi prejudicada pelo descumprimento dos prazos de implantação estipulados para as estações. Estava previsto até o final do contrato um total de 18 estações, incluindo regiões como Amarais, Aparecidinha, Castelo, Terminal Central e Terminal Metropolitano. A empresa contratada conseguiu implantar apenas a metade das estações previstas.





