Lula participa da Cúpula do Mercosul com foco em integração regional e novos acordos

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A iniciativa deverá integrar as ações da Estratégia Mercosul contra o Crime Organizado Transnacional, considerada uma das prioridades da agenda regional. Foto Ricardo Stuckert/PR

Encontro em Assunção reúne chefes de Estado para discutir comércio, segurança, integração digital e fortalecimento do bloco sul-americano

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa nesta terça-feira (30) da 68ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados, em Assunção, no Paraguai. A reunião reúne líderes da região para definir ações voltadas à ampliação do comércio, da integração regional e da cooperação em áreas como segurança, infraestrutura e desenvolvimento social.

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Entre os principais anúncios previstos está a assinatura de um acordo que permitirá o reconhecimento da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) como documento válido para entrada nos países integrantes e associados do Mercosul. Também deverá ser firmado um protocolo para o reconhecimento mútuo de sistemas de identificação e autenticação eletrônica, aproximando plataformas digitais como o Gov.br dos serviços adotados pelos demais países do bloco.

Segundo o Palácio do Planalto, o Mercosul concentra cerca de 73% do território da América do Sul, reúne aproximadamente 65% da população da região e representa cerca de 70% do Produto Interno Bruto (PIB) sul-americano. Em 2025, as exportações brasileiras para os países do bloco somaram quase US$ 26 bilhões, equivalentes a 7,5% das vendas externas do Brasil.

O governo federal também destaca que o comércio do Mercosul com outros mercados alcançou US$ 757 bilhões. Apenas no primeiro quadrimestre de 2026, a corrente de comércio extrazona totalizou US$ 247,3 bilhões, crescimento de 8% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Na área da segurança pública, o Brasil apresentará uma proposta para criação de um pacto regional de combate ao feminicídio e à violência contra as mulheres. A iniciativa deverá integrar as ações da Estratégia Mercosul contra o Crime Organizado Transnacional, considerada uma das prioridades da agenda regional.

Outro ponto previsto na cúpula é o anúncio do aumento da contribuição brasileira ao Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem), mecanismo destinado ao financiamento de projetos de infraestrutura, saneamento, habitação, energia e desenvolvimento social nos países integrantes do bloco.

Atualmente, o Mercosul é formado por Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Bolívia, que está em processo de adesão. A Venezuela permanece suspensa. Entre os Estados associados estão Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Panamá, Peru e Suriname.

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