
A Prefeitura de Campinas continua monitorando o rio Atibaia, no Distrito de Sousas, que transbordou na madrugada desta terça-feira, 7 de junho, por conta do grande volume de chuvas no município e na região. O trabalho vem sendo executado por meio da Defesa Civil e da Subprefeitura de Sousas.
O nível do rio baixou na tarde desta terça-feira, mas o estado de atenção persiste em Campinas, inclusive em Sousas, devido ao excesso de chuva que caiu na cabeceira do Atibaia. Choveu 106,3 milímetros em Sousas das 19h de ontem até às 16h de hoje, terça, um volume maior que o previsto para o mês inteiro de junho, que é de 35 milímetros.
A Defesa Civil e as equipes da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência e Inclusão Social estão dando todo suporte à população do Distrito. A Secretaria Municipal de Cidadania está prestando a assistência necessária para as 26 famílias do Beco Mokarzel que tiveram suas casas alagadas.
Foi oferecida acomodação no abrigo municipal permanente para situações emergenciais Stella, localizado no bairro Stela, na região sul, mas nenhuma família quis ir para o local. As famílias foram para a casa de parentes ou para o Centro Comunitário Santana, que fica em Sousas.
A Prefeitura informa que o sensor instalado às margens do Rio Atibaia soou durante a madrugada desta terça-feira alertando a população de Sousas. O sensor monitora o nível do manancial que fica aos fundos da Subprefeitura do Distrito.
Nesta terça-feira, segundo a Defesa Civil, não foi recebido nenhum alerta de abertura de comporta para o rio Atibaia.
A Defesa Civil também está monitorando a região de Barão Geraldo, em especial os bairros Vale das Garças e Piracambaia, por conta de problemas causados por poossíveis alagamentos causados pelo excesso de chuva. Os locais, que não estão em estado de alerta, têm suas famílias monitoradas pela Prefeitura.
A chuva da última madrugada causou dois pontos de alagamento, um em Sousas e outro no Jardim São Francisco.
Nesta terça-feira, não houve problemas em semáforos e nem bloqueios totais de trânsito, de acordo com a Emdec.
Chuva acumulada
A chuva acumulada na cidade de Campinas chega a 180.8 mm nos últimos três dias até às 16h50 de hoje, e a cidade permanece em estado de atenção. A tendência, segundo a Defesa Civil, é que o tempo melhore a partir desta quarta-feira.
A Defesa Civil realizou 400 vistorias em imóveis atingidos pela chuva ou pela queda de árvores até a data desta terça-feira. Não houve novas interdições de imóveis. Entre domingo e segunda, duas casas no condomínio São Conrado, em Sousas, e uma terceira no Parque São Quirino foram interditadas. Os proprietários dos imóveis devem, junto com os seus engenheiros, fazer reforma nas residências para colocá-las em condições de estabilidade e segurança.
A Secretaria de Serviços Públicos mantém 1.200 profissionais trabalhando na recuperação das áreas afetadas pela tempestade. Foram mais de mil ocorrências relacionadas a quedas de árvores totais ou parciais.
Entre as ações de limpeza estão remoção de galharia, desobstrução de bocas de lobo e retirada de entulho acumulado em ruas e córregos. A estimativa é que os trabalhos de recuperação e limpeza da cidade durem até o final de junho e que sejam recolhidas e enviadas para compostagem 10 mil toneladas de galharia.
Na região, também continuam em estado de atenção as cidades de Amparo, Atibaia, Hortolândia, Indaiatuba, Monte Mor, Santa Barbara d’Oeste, Sumaré e Vinhedo.
Centros de Saúde
A Secretaria de Saúde informou que, na tarde desta terça-feira, 7 de junho, três unidades de saúde estão realizando atendimento parcial em razão das chuvas: Centro de Saúde Santa Lúcia, Centro de Saúde Aurélia e Centro de Saúde Floresta.
O Centro de Convivência e Cooperação Tear das Artes, no Parque Universitário de Viracopos, suspendeu as oficinas desta terça-feira.
Interdição
A Concessionária Rota das Bandeiras, empresa responsável pela administração do corredor Dom Pedro de rodovias, interditou preventivamente, nesta terça-feira, 7 de junho, por volta das 12h30, o tráfego de veículos na ponte que garante a ligação entre a rodovia D.Pedro I (SP-065) e o distrito de Joaquim Egídio, em Campinas.
A interdição foi necessária porque a estrutura da ponte está praticamente coberta pelas águas do Atibaia.




