Carta aos Senhores Prefeitos
Gostaria de entender qual a grande dificuldade ou os motivos do pouco interesse do Poder Público Municipal na identificação de algumas – às vezes muitas – ruas e logradouros públicos de muitos bairros da periferia das cidades brasileiras.
A falta de placas denominativas de muitas ruas de bairros, da periferia das cidades, gera vários tipos de prejuízos aos seus munícipes. Particularmente, nas situações de emergência, quando das chamadas de ambulância, polícia, Corpo de Bombeiros, táxi ou dificuldades para os carteiros, entregadores de encomendas de uma maneira geral e para visitantes da cidade.
A falta de placas denominativas nas ruas, muitas vezes, provoca atrasos na chegada das pessoas a seus destinos; consequentemente, elas sofrem também perdas financeiras. Quando uma pessoa, na madrugada, procura uma rua e naquela região não existe placa denominativa e não é possível encontrar alguém para pedir informação, a situação acaba virando um martírio.
O município que valorizar a fixação de placas, indicando a direção de seus bairros, distritos, entradas da cidade, saídas para rodovias, indicação dos principais pontos e instituições de prestação de serviços públicos e com placas denominativas afixadas nas esquinas das suas ruas, estará favorecendo a todos: moradores e visitantes.
monsuetodecastro@uol.com.br
O pesadelo do Fox
Há quatro anos junto dinheiro para comprar um carro novo. Foi muito difícil guardar mês a mês o pouco dinheiro que sobrava. Durante este tempo fiz incessantes pesquisas de preço e de carros para que nada desse errado. Comprei um FOX City 1.0 em meados de janeiro deste ano e deste então o veículo virou um problema na minha vida. O carro já apresentou diversos problemas: duas peças da direção hidráulica com defeito e um banco de passageiro que faz barulho com o veículo em movimento até sem ter ninguém sentado. A minha surpresa é que ao levar o veículo na Brasilwagem de Moema, que foi onde comprei o carro e o local onde detectaram os defeitos, pediram um prazo de 25 dias para a troca das peças. Saí da concessionária no dia 17/03 com as mãos ‘abanando’, sem nenhum atestado sobre a descoberta da falha e com o carro do mesmo jeito que foi deixado no dia 12/03. Além de toda a dor de cabeça, quem me garante que é seguro andar com um carro com problema na direção, que até onde me consta é um item de segurança. Desde então travei uma luta para dividir meu tempo entre trabalho, estudo, afazeres diários e ligações constantes para a ouvidoria da Volkswagem que só sabe me dizer que o “processo ainda está em aberto”. E até quando eu terei que esperar por uma solução para o meu carro que sequer deveria dar problema? Eu não quero que arrumem o veículo, desejo é que sejam honestos e me dêem um outro carro igual e que valha os R$ 45 mil que vou pagar ao final do financiamento, e não um carro de 2 meses com mil kilometros “arrumado”, com peças trocadas. Minha indignação maior é saber o quanto está sendo difícil pagar as prestação do carro, além de todo o trabalho e frustação que têm me trazido. O sonho está virando um pesadelo.
C l a r i s s a P e r i l l o
Recentemente a subprefeitura de Sousas-Joaquim Egídio realizou obras de desassoreamento do afluente do Rio Atibaia. Creio que faltou empenho desta instituição em relação à preservação da trilha, como, aliás, vem faltando em relação à preservação desta região como um todo. A encosta próxima ao rio deveria ter sido reflorestada e quando digo reflorestada menciono o plantio de espécies nativas para a recomposição da mata ciliar. Não obstante, parte da encosta vem sendo ilegalmente utilizada como área de estacionamento e depósito para moradores ribeirinhos, que chegaram a romper a grade de proteção instalada. Soma-se a isso o problema da descarga de água pluvial por drenos na parte de trás das casas, que aumenta a erosão e o assoreamento. A trilha deveria ter sido aplainada com máquinas, recebido saibro e depois uma compactação com rolos-compressores. O saibro é um substrato muito ecológico, que não deixaria o local perder sua característica original, além de ajudar a absorção da água pluvial e evitar mais pontos de erosão.
Faltam também placas que sinalizem o tráfego de pedestres e de ciclistas. Isto ocorre não somente na primeira parte da antiga estrada do bonde, mas na segunda, onde já observei um bambuzal inteiro ser incendiado, sem que a subprefeitura fosse ao local para averiguar. A segunda parte da estrada também merecia melhor tratamento, ela é repleta de nascentes, brejos, espécies nativas e abriga inúmeros animais selvagens.
Onde está o digníssimo subprefeito que não toma providências?
Neste final de semana em frente ao Excalibur, pessoas ficam se colocando em meio à avenida, oferecendo risco de atropelamento, para indicar locais de estacionamento, isto a apenas 300 metros do Posto da Guarda Municipal de Campinas. Mais a frente, no Casa Rio e no Cartum, a história se repete, com um agravante: desrespeitando a lei, que proíbe o estacionamento sobre a calçada, os carros ocupam todo o espaço destinado a pedestres, que são obrigados a transitar pela avenida. Sempre que reclamamos, a resposta é a mesma, a via de acesso ou faz parte da rodovia Heitor Penteado, sendo jurisdição do DER, ou faz parte do DETRAN, sendo responsabilidade do mesmo. É um jogo de empurra-empurra que somente vem agravando o problema. Durante o período noturno e finais-de-semana tudo piora, todo o acostamento fica tomado por carros. Creio que os estabelecimentos deviam ter seus próprios estacionamentos e há o problema dos comerciantes locais, que cedem seus espaços por aluguel para que os carros estacionem. A Polícia Militar faz blitz em frente ao Arraial, com bafômetros, mas em Sousas e Joaquim o problema continua. O digníssimo subprefeito da região sequer faz menção a este problema. Gostaria que soluções fossem tomadas.
drcavichiolli@terra.com.br




