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quarta-feira, maio 13, 2026
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Endividamento de famílias brasileiras registra quarta alta consecutiva em abril

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Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo 

O percentual de famílias brasileiras endividadas atingiu 62,7% em abril deste ano, um aumento de 2,5 pontos percentuais se comparado ao mesmo mês do ano passado (60,2%). São dívidas com cartão de crédito, carnê de loja, prestação de carro, seguro, empréstimo pessoal, cheque especial e até cheque pré-datado.

Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), e foram divulgados nesta terça-feira (7).

De acordo com a CNC, é o quarto mês consecutivo que o número fica acima dos 60%. Em janeiro, fevereiro e março deste ano, a pesquisa revelou que o total de endividados no país foi de 61,5%, 61,5% e 62,4%, respectivamente.

Também aumentou para 23,9% o percentual de famílias inadimplentes, ou seja, aquelas que têm dívidas ou contas em atraso – em março eram 23,4%. No entanto, houve uma leve queda da inadimplência em relação ao mesmo mês do ano passado, quando o índice chegou a 25% do total.

De acordo com a pesquisa, o número de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso também aumentou na comparação mensal, passando de 9,4% no mês passado para 9,5% este mês.

Em entrevista ao Jornal da USP, o professor Márcio Nakane, do Departamento de Economia da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP, disse que o endividamento das famílias e o nível de inadimplência seguem o ritmo das atividades econômicas.  “O que acontece com a renda das pessoas, com o salário delas, o nível de emprego, tudo isso afeta muito o quadro”.

Até 2015, lembrou o professor, a economia estava em um patamar de estabilidade em que o crescimento do endividamento era rápido por conta do financiamento imobiliário e de automóveis. A partir de 2015, com a desaceleração da economia brasileira, as famílias estavam em um patamar de endividamento relativamente elevado e começaram a se preocupar com isso. Do final de 2017 a meados de 2018, quando a economia começou a ter uma leve recuperação, o nível de endividamento das famílias parecia se estabilizar, mas começou a aumentar aos poucos.

“Hoje, com o desemprego batendo na porta de mais de 13 milhões de trabalhadores e trabalhadoras, com a inflação subindo, a economia patinando e o governo perdido em picuinhas com aliados, sem propostas concretas para aquecer a economia e gerar emprego e renda, a tendência é aumentar cada vez mais o número de famílias que não vão conseguir pagar suas dívidas e cair nas garras do SPC”, complementa o presidente da CUT, Vagner Freitas

Quem deve mais

Entre as famílias que ganham até dez salários mínimos, o percentual de endividamento aumentou de 62,0% para 63,9% entre abril de 2018 e abril deste ano. Já entre as famílias com ganhos acima de dez salários, o percentual de endividamento aumento mais, de 52,2% para 57,5% entre abril do ano passado e o mesmo mês deste ano.

Tipos de dívida

O cartão de crédito é o principal vilão e o motivo do endividamento de 77,6% das famílias. Em segundo lugar estão os carnês (15,3%), seguido por financiamento de carro (10,0%).

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