Casas Bahia enfrenta pressão com ações de despejo durante recuperação judicial

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Varejista tenta preservar lojas e centros logísticos enquanto negocia uma dívida de cerca de R$ 17,3 bilhões

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O Grupo Casas Bahia enfrenta uma nova dificuldade durante o processo de recuperação judicial: ações de despejo e notificações relacionadas ao atraso de aluguéis.

Os problemas atingem lojas, imóveis comerciais e centros logísticos em diversas cidades de São Paulo e também em outros estados. Entre as localidades estão Osasco, Mogi das Cruzes, Jundiaí, Itatiba, Piracicaba, Guarulhos, além da capital paulista.

Dois galpões utilizados pela Casas Bahia, em Contagem (MG) e São José dos Pinhais (PR), pertencem ao fundo imobiliário HSI Logística.

A empresa teria quitado os aluguéis vencidos em julho, mas ainda havia valores referentes a agosto em aberto. O fundo notificou a varejista e afirmou que poderá adotar medidas judiciais para preservar seus direitos. Os dois imóveis são considerados essenciais para a operação da Casas Bahia.

Recuperação judicial não suspende todos os aluguéis

A recuperação judicial permite a reorganização das dívidas da empresa, mas não significa que todos os pagamentos futuros deixam de ser exigidos. Esse é um dos principais desafios da Casas Bahia: reduzir despesas e, ao mesmo tempo, manter lojas, estoques e centros de distribuição funcionando.

Crise atinge também os imóveis

A Casas Bahia ocupa cerca de 1,07 milhão de metros quadrados em imóveis industriais e logísticos no país. Uma eventual perda de imóveis estratégicos poderia prejudicar a distribuição de produtos e a geração de receitas. Por outro lado, a manutenção de contratos de aluguel representa uma despesa importante para uma companhia que busca recuperar o equilíbrio financeiro.

A empresa tenta reorganizar uma dívida estimada em R$ 17,3 bilhões e deverá negociar com bancos, fornecedores, proprietários de imóveis e demais credores. O futuro de dezenas de lojas e galpões dependerá das negociações e das decisões da Justiça.

A recuperação judicial da Casas Bahia, portanto, não envolve apenas a renegociação de dívidas: a empresa precisa encontrar uma forma de preservar sua estrutura operacional enquanto reduz custos e recupera o caixa.

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