Influenciadores investigados por desinformação seguem ativos nas redes durante eleições de 2026

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Influenciadores digitais que já foram alvo de investigações e decisões judiciais relacionadas à desinformação, ataques às instituições e atos antidemocráticos continuam produzindo e divulgando conteúdos políticos durante o processo eleitoral de 2026

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Levantamento citado na reportagem identificou dez influenciadores que permanecem ativos. Alguns utilizam novos perfis ou páginas depois de terem sido atingidos por determinações judiciais. Outros continuam produzindo conteúdo a partir do exterior.

Entre os nomes mencionados está Leonardo Rodrigues de Jesus, conhecido como Léo Índio, primo de Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro. Segundo a reportagem, ele está relacionado às investigações sobre a tentativa de golpe de Estado e atualmente publica conteúdos políticos a partir da Argentina. Entre as publicações estão vídeos produzidos ou manipulados com inteligência artificial, incluindo uma montagem envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu filho.

Outro nome citado é Oswaldo Eustáquio, investigado no contexto dos atos antidemocráticos e que permanece fora do Brasil. Ele passou a divulgar conteúdos em parceria com páginas que utilizam personagens criados por inteligência artificial para produzir material político.

Também continua ativo Allan dos Santos, que está nos Estados Unidos e possui mandado de prisão preventiva expedido pelo Supremo Tribunal Federal. Mesmo após bloqueios determinados pela Justiça, ele abriu novos canais e perfis e continua publicando conteúdos sobre política brasileira e o processo eleitoral.

Entre as afirmações divulgadas por Santos estão questionamentos sobre a segurança das urnas eletrônicas e conteúdos que sugerem uma possível intervenção dos Estados Unidos no Brasil. As urnas eletrônicas, entretanto, passam por diferentes etapas de fiscalização e auditoria previstas pela Justiça Eleitoral.

No Brasil, a reportagem cita o youtuber Fernando Lisboa da Conceição, conhecido como Vlog do Lisboa, que foi oficializado como candidato a deputado estadual pelo PL em São Paulo. Seus canais continuam sendo utilizados para divulgação de conteúdos políticos e questionamentos sobre as eleições.

Também aparece na lista Bárbara Zambaldi Destefani, responsável pelo canal “Te Atualizei”. Segundo a reportagem, ela mantém perfis em diferentes plataformas e publica críticas ao STF, além de conteúdos relacionados a possíveis intervenções estrangeiras e ao cenário político brasileiro.

Outro influenciador citado é Enzo Leonardo Suzi Momenti, conhecido como Enzuh, que já foi alvo de investigações e operações relacionadas à disseminação de informações falsas. Atualmente, mantém produção frequente de vídeos sobre o processo eleitoral, o STF e as urnas eletrônicas.

A reportagem também menciona os perfis Brasileirinhos, associado a Eduardo Fabris Portella, Dr. Marcelo Frazão e RoboConservador, de Rafael Moreno. Segundo o levantamento, os três continuam sendo utilizados para divulgação de conteúdos políticos e eleitorais.

Um dos elementos que dificultam o combate à desinformação é a possibilidade de criação rápida de novos perfis. Mesmo quando uma conta é retirada do ar por determinação judicial, novos canais podem surgir e reproduzir o mesmo conteúdo.

A utilização de inteligência artificial generativa acrescentou uma nova dificuldade. Vídeos, imagens e personagens artificiais podem ser produzidos rapidamente e alcançar milhares de pessoas antes que sejam identificados ou retirados das plataformas.

Especialistas em direito digital ouvidos pela reportagem afirmam que decisões judiciais podem ter alcance limitado quando os responsáveis estão fora do país. Nesses casos, a efetividade das determinações depende também da cooperação internacional.

As plataformas digitais também são pressionadas a adotar mecanismos de prevenção e remoção de conteúdos que possam comprometer o processo eleitoral.

O Google afirmou que cumpre as decisões judiciais válidas emitidas pelas autoridades brasileiras. A Meta informou que ampliou medidas relacionadas ao uso indevido de imagens de candidatos e figuras públicas durante as eleições.

O cenário mostra que, nas eleições de 2026, a disputa política também acontece em uma arena digital marcada pela criação de novos perfis, inteligência artificial e circulação rápida de conteúdos que podem misturar informação, opinião, manipulação e desinformação.

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