John Brennan cita “instabilidade mental” do presidente após ameaças ao Irã e reacende debate sobre a 25ª Emenda

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O ex-diretor da CIA, John Brennan, defendeu nesta segunda-feira (13) a destituição do presidente Donald Trump, ao afirmar que sua permanência no cargo representa risco diante de declarações consideradas extremas contra o Irã. A fala ocorreu após ameaças feitas por Trump envolvendo possível escalada militar na região.
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Durante entrevista a um veículo internacional, Brennan afirmou que a 25ª Emenda da Constituição dos Estados Unidos foi concebida para situações em que o presidente não apresenta condições de exercer o cargo. Segundo ele, o atual mandatário demonstra comportamento que, na sua avaliação, levanta preocupações sobre o comando das Forças Armadas e do arsenal nuclear.
Pressão política e cenário de baixa viabilidade
A declaração ocorre após episódio em que Trump teria ameaçado ações de grande escala contra o Irã, em meio ao fracasso de negociações diplomáticas recentes. O cenário elevou a tensão internacional e provocou reações no Congresso dos Estados Unidos, onde mais de 70 parlamentares democratas, segundo relatos da imprensa, manifestaram apoio à discussão sobre a aplicação da 25ª Emenda.
Apesar disso, analistas apontam que a possibilidade de afastamento é remota, devido à necessidade de apoio do vice-presidente JD Vance e da maioria do gabinete presidencial — condição considerada improvável no atual contexto político.
Nos bastidores, o episódio evidencia a escalada de tensão entre Executivo e setores do establishment institucional norte-americano, além de reforçar o impacto de declarações presidenciais na geopolítica global. A crise também se intensifica com a possibilidade de medidas militares estratégicas, como ações no Estreito de Ormuz, rota fundamental para o comércio internacional de petróleo.




