
Ministro Wolney Queiroz afirma que estoque de requerimentos caiu desde janeiro; governo atribui resultado a novas contratações, telemedicina e mutirões
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A fila de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) deverá ser oficialmente zerada nesta semana, segundo o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, em declaração à CNN Brasil. De acordo com o ministro, o estoque de pedidos represados caiu 86% desde janeiro, resultado que o governo atribui à contratação de novos médicos peritos, à ampliação da perícia por telemedicina e à realização de mutirões de atendimento nos fins de semana.
A redução ocorre em um momento de forte crescimento na procura pelos serviços previdenciários. Segundo Queiroz, o volume de requerimentos praticamente dobrou nos últimos anos e atualmente chega a uma média de 1,3 milhão de pedidos por mês.
Os dados apresentados pelo governo indicam que a quantidade de benefícios concedidos aumentou de 5,2 milhões em 2022 para 7,6 milhões em 2025, crescimento de aproximadamente 46%. O tempo médio de espera também teria diminuído de 108 dias, em 2021, para 35 dias em 2026.
A NOVA ESTRATÉGIA PARA REDUZIR A FILA
Entre as medidas adotadas está a contratação de 500 novos médicos peritos federais. O governo também passou a ampliar o uso da telemedicina para determinadas avaliações e manteve mutirões destinados a reduzir o estoque de processos pendentes.
A estratégia busca enfrentar um problema que se tornou recorrente no sistema previdenciário: o crescimento simultâneo da demanda e do número de pedidos que aguardam análise.
O ministro afirma que a combinação das medidas permitiu acelerar a análise dos requerimentos e reduzir significativamente o tempo de espera dos segurados. “É por causa de todo esse esforço que, nesta semana, vamos anunciar oficialmente que zeramos a fila do INSS”, declarou Queiroz.
IMPACTO PARA MILHÕES DE SEGURADOS
A redução da fila tem impacto direto sobre trabalhadores que aguardam aposentadorias, pensões, auxílios e outros benefícios previdenciários.
O anúncio, entretanto, precisa ser acompanhado pela divulgação dos critérios utilizados pelo governo para definir o que significa “zerar a fila”. Isso porque a Previdência recebe novos requerimentos diariamente, e a eliminação do estoque existente não significa necessariamente que novos pedidos deixarão de aguardar análise.
A diferença entre estoque de pedidos e fluxo mensal de novos requerimentos é particularmente relevante diante da informação de que o INSS recebe aproximadamente 1,3 milhão de solicitações por mês.
Assim, a sustentabilidade da redução dependerá não apenas da eliminação do estoque atual, mas da capacidade do órgão de analisar os novos pedidos em prazo compatível com a legislação.
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