Recape da Mário Garnero deve acontecer só no final de 2024

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Após a licitação, o processo, até o início da obra requer mais alguns meses, que deve acontecer somente no final do ano de 2024. Foto Jornal Local

Recurso do parlamentar federal é desviado para o Campo Grande e Prefeitura assume o custo da obra

A Prefeitura Municipal de Campinas informou que, a licitação para a obra  de recape da Avenida Mário Garnero, somente será  aberta no primeiro semestre deste ano. 

Após a licitação, o processo, até o início da obra requer mais alguns meses, que deve acontecer somente no final do ano de 2024.

Desde que foi construída, por volta de 1987, a principal avenida que dá acesso aos condomínios Jatibaia, Parque Jatibaia, Quinta de Jales e o San Conrado, não recebem melhorias no asfalto. O último recape aconteceu em 2003, custeado pela iniciativa privada.

Em junho do ano passado, o subprefeito Pedro de Oliveira recebeu a visita do deputado federal Carlos Sampaio (PSDB) anunciando uma verba parlamentar para recape da avenida.

Mas de acordo com a assessoria da Prefeitura de Campinas, por meio da Secretaria de Serviços Públicos informou que, a emenda parlamentar não pode ser aplicada à obra no local. E por meio de entendimento com o parlamentar, a verba será utilizada na Avenida Suaçuna, no Distrito do Ouro Verde.

A obra está orçada em R$ 2 milhões de reais e será realizada até o final desse semestre, com equipe e recursos da Prefeitura de Campinas.

Calçamento na extensão da Avenida

Pelas redes sociais, moradores dos condomínios pedem que a Prefeitura também faça o calçamento em toda a Avenida. O argumento é que os pedestres utilizam a via sem nenhuma segurança, pois não há calçamento na estrada.

Mas, de acordo com a vice-presidente do Conselho Gestor da APA Cláudia Esmeriz, toda a extensão da  avenida; ou seja, 4 km da via é uma Área de Preservação Permanente (APP), portanto não pode haver intervenções.

“Poderia até ser permissível, mas de um lado, passa o Rio Atibaia e de outro, são as encostas de terrenos particulares e a Prefeitura teria que desapropriar o que elevaria o custo da obra. O que acredito não haver interesse nesse projeto”, explica.

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