Justiça Federal mantém a prisão de Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master

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TRF-1 nega habeas corpus e decide que o banqueiro deve continuar detido, citando indícios “veementes” de gestão fraudulenta e organização criminosa no esquema que movimentou R$ 12,2 bilhões

A desembargadora Solange Salgado da Silva, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), rejeitou nesta quinta-feira (20) o pedido de liberdade feito pela defesa de Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master. Segundo a magistrada, há fortes evidências de fraude sistêmica, risco à ordem econômica e obstrução das investigações, o que justifica a manutenção da prisão preventiva. 

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A decisão da desembargadora Solange Salgado da Silva reforça os argumentos da Procuradoria e da Polícia Federal sobre a gravidade da investigação em curso contra Vorcaro e outros executivos do Banco Master. A prisão preventiva foi decretada inicialmente no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura fraudes na emissão de títulos de crédito pela instituição. 

A prisão exige a manutenção da prisão para interromper uma possível continuidade das atividades ilícitas. Foto Divulgação Master

Segundo os autos, há “indícios veementes de gestão fraudulenta e organização criminosa”, afirmou a magistrada na decisão. Ela ressaltou que, mesmo com a prisão, persistem sinais de que o esquema pode continuar operando, o que representa risco concreto para a ordem pública e econômica. 

https://twitter.com/PedroRonchi2/status/1990730616715829674?s=20

A defesa de Vorcaro argumentou que a prisão não faz mais sentido agora que o Banco Master foi liquidado pelo Banco Central e que não há risco de fuga. Além disso, seus advogados disseram que apresentaram comprovantes de uma viagem para Dubai e que Vorcaro está proibido de administrar qualquer instituição financeira por decisão judicial – o que, segundo eles, reduz a possibilidade de novas irregularidades. 

No entanto, para a desembargadora, a gravidade das suspeitas – que envolvem a venda de papéis falsos e repasses bilionários – exige a manutenção da prisão para interromper uma possível continuidade das atividades ilícitas. 

https://twitter.com/arc_maiana/status/1990845041888440415?s=20

A PF estima que a fraude possa atingir R$ 12,2 bilhões. No momento da prisão, Vorcaro tentava embarcar de Guarulhos para o exterior, segundo a investigação. 

A decisão do TRF-1 por manter a prisão torna-se um marco importante no desenrolar da apuração, principalmente por reforçar a urgência atribuída pelos investigadores à cessação do suposto esquema fraudulento.

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