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terça-feira, abril 14, 2026
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Polícia aponta ‘ódio pelo ódio’ em ataques virtuais à família de adolescente assassinada em Hortolândia

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Operação interestadual mira suspeitos de ameaças e perseguições online, incluindo menores de idade

Segundo Salvariego, o caso representa uma forma de “revitimização cruel”, ao expor a família a ataques contínuos em meio ao luto Foto Redes Social/Facebook

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta segunda-feira (13) uma operação interestadual contra suspeitos de promover ataques virtuais à família de Nicolly Fernanda Pogere, de 15 anos, assassinada em Hortolândia. Segundo a delegada Lis Salvariego, responsável pelo caso, as agressões não têm motivação pessoal e configuram “ódio pelo ódio”.

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Cinco pessoas foram alvo de mandados de busca e apreensão — um adulto e quatro menores. As investigações apontam que os suspeitos estariam envolvidos em ameaças, perseguições virtuais (stalking) e disseminação de conteúdos ofensivos contra familiares da vítima, incluindo mensagens violentas e a circulação de imagens falsas.

A mãe da adolescente, Priscila Magrin, relatou que as ameaças começaram ainda durante o desaparecimento da filha e se intensificaram após a confirmação do assassinato. “Quando aconteceram as primeiras ameaças, eu fiquei extremamente assustada, chorei muito”, disse. Grávida de nove meses, ela afirma enfrentar uma sequência de ataques com conteúdo misógino e violento.

Investigação aponta articulação em plataformas digitais

De acordo com a polícia, os ataques passaram a incluir ameaças explícitas, marcações em redes sociais e mensagens com teor de intimidação. Em alguns casos, os autores afirmavam conhecer dados pessoais da família e faziam provocações relacionadas ao crime.

A investigação indica que os suspeitos podem ter atuado em servidores fechados na plataforma Discord, utilizados para incitação de crimes e disseminação de violência. “Esses servidores servem exatamente para isso: incitar e transmitir esse tipo de conteúdo”, afirmou a delegada.

A Polícia Civil também apura se o assassinato da adolescente teve algum tipo de incentivo ou transmissão pela internet, hipótese ainda em investigação. Segundo Salvariego, o caso representa uma forma de “revitimização cruel”, ao expor a família a ataques contínuos em meio ao luto.

As apurações seguem em andamento para identificar todos os envolvidos e a extensão da atuação dos grupos digitais ligados ao caso.

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