Copom decide hoje e taxa Selic deve chegar a 13,75%

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Os reflexos dessas incertezas já aparecem nas projeções do mercado. Segundo o boletim Focus divulgado pelo Banco Central, a expectativa para a Selic no encerramento de 2026 passou de 13,75% para 13,5% ao ano. Foto Marcelo Casal JR/Agencia Brasil

Copom avalia indicadores econômicos e decide sobre Selic nesta terça e quarta-feira

Os reflexos dessas incertezas já aparecem nas projeções do mercado. Segundo o boletim Focus divulgado pelo Banco Central, a expectativa para a Selic no encerramento de 2026 passou de 13,75% para 13,5% ao ano. Foto Marcelo Casal JR/Agencia Brasil

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central inicia nesta terça-feira (16) mais uma reunião para definir o rumo da taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, atualmente em 14,5% ao ano. A decisão será anunciada na quarta-feira (17) e ocorre em um cenário de inflação pressionada, tensões geopolíticas internacionais e incertezas sobre os rumos da economia global.

A expectativa do mercado financeiro é de que o Banco Central mantenha uma postura cautelosa diante do aumento das projeções para a inflação e dos impactos da escalada dos conflitos no Oriente Médio sobre os preços internacionais de energia e commodities. Na última reunião, realizada em abril, o Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, repetindo o movimento de corte dos juros, porém em ritmo menor do que nas reuniões anteriores.

Na ata divulgada após o encontro, os integrantes do comitê destacaram que a evolução dos conflitos internacionais e as incertezas relacionadas à política econômica dos Estados Unidos exigem prudência na condução da política monetária. O documento afirma que futuras decisões dependerão da evolução do cenário econômico e dos efeitos que os conflitos poderão provocar sobre os índices de preços.

Os reflexos dessas incertezas já aparecem nas projeções do mercado. Segundo o boletim Focus divulgado pelo Banco Central, a expectativa para a Selic no encerramento de 2026 passou de 13,75% para 13,5% ao ano. Ao mesmo tempo, a previsão para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi elevada para 5,3%, permanecendo acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional.

A combinação entre a decisão do Banco Central sobre os juros e a possível votação das novas regras trabalhistas deverá influenciar diretamente as expectativas do mercado, dos investidores e dos trabalhadores nos próximos meses, tornando a semana uma das mais relevantes do calendário econômico e político nacional.

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