Treinador confirma que atacante Neymar está apto para atuar durante os 90 minutos e destaca ambiente positivo na seleção antes do duelo contra a Noruega pelas oitavas de final da Copa do Mundo.
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O técnico da seleção brasileira, Carlo Ancelotti, afirmou que Neymar não está satisfeito com a condição de reserva, mas destacou o comportamento do camisa 10 durante a preparação para o confronto contra a Noruega, válido pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. Em entrevista divulgada nesta sexta-feira (3), o treinador ressaltou que o atacante tem treinado normalmente e elogiou sua postura no grupo.
“Ele não está conformado, mas está se comportando muito bem. Está treinando muito bem. Neymar é muito respeitoso, amável e querido pelos companheiros. É um caráter importante na equipe porque tem qualidade e é uma pessoa muito humilde. Estou muito contente com ele”, afirmou Ancelotti.
O treinador também confirmou que Neymar está plenamente recuperado fisicamente e pode disputar uma partida completa.
“Sim. Ele pode jogar 90 minutos.”
Apesar disso, Ancelotti evitou antecipar se o atacante começará jogando diante dos noruegueses.
“Quando eu entender que a equipe precisa dele, vou colocá-lo.”
Ao analisar o confronto decisivo contra a Noruega, Ancelotti afirmou que espera um jogo equilibrado e ressaltou que, em fases eliminatórias, o aspecto emocional pesa tanto quanto a estratégia.
“Neste ponto da Copa, todas as partidas são duras. Em um mata-mata entram em jogo muitos fatores, não só aspectos técnicos, de estratégia, mas também aspectos mentais.”
Sobre o atacante Erling Haaland, principal referência ofensiva da seleção norueguesa, o treinador descartou uma marcação individual.
“No aspecto tático, não jogamos com marcação individual. Temos uma defesa coletiva. Obviamente Gabriel está mais posicionado perto dele. Mas a defesa tem de ser coletiva, e não apenas individual.”
Ancelotti também comentou a expectativa em torno de Vinícius Júnior e afirmou que o Brasil não depende de um único protagonista.
“A torcida precisa de um craque. Mas aqui, na seleção, nós não precisamos de um craque. Precisamos de jogadores de alto nível que possam ajudar a equipe.”
O técnico ainda citou Endrick, Vinícius Júnior, Estêvão, Éder Militão e Rodrygo como atletas que poderão formar a base da seleção brasileira no próximo ciclo de Copa do Mundo.
Ao falar sobre a pressão por encerrar o jejum de 24 anos sem conquistar o Mundial, Ancelotti lembrou sua longa trajetória no futebol.
“Eu não sei se entendo ou não de futebol. Mas também ninguém pode julgar se eu entendo ou não. A única coisa certa é que eu já preparei equipes para mais de 1.400 jogos.”
Em seguida, concluiu:
“É 100% certo que não sou um gênio. Mas é 100% certo que não sou tonto.”




