27% dos eleitores de SP ainda não decidiram votos entre Fernando Haddad e Tarcísio

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Outro fator que pode alterar o cenário é o início da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, que começou em 28 de agosto. Foto Agencia Brasil

Pesquisa Quaest mostra governador com 40% e petista com 27%, mas 14% dizem votar branco, nulo ou não votar e outros 13% ainda estão indecisos

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A disputa pelo governo de São Paulo ainda tem um contingente expressivo de eleitores que não escolheu nenhum dos dois principais candidatos. Pesquisa Quaest divulgada em 25 de agosto mostra Tarcísio de Freitas (Republicanos) com 40% das intenções de voto e Fernando Haddad (PT) com 27%, mas outros 27% dos entrevistados permanecem fora da disputa: 14% afirmam que votarão em branco, nulo ou não pretendem votar, enquanto 13% ainda não sabem em quem votar.

A diferença entre Tarcísio e Haddad é de 13 pontos percentuais. Os demais candidatos somam apenas 6%: Policial Edjane (Agir) aparece com 2%, enquanto Vera Lúcia (PSTU), Carlos Machado (PCB), Izadora Dias (PCO) e Vivian Mendes (UP) têm 1% cada.

O ELEITOR QUE AINDA NÃO ESCOLHEU

Os números chamam atenção porque o grupo que não está com Tarcísio nem Haddad representa mais que o dobro da vantagem do governador sobre o adversário. Tarcísio tem 40% e Haddad 27%, uma diferença de 13 pontos. Já os eleitores que estão em branco, nulo, não pretendem votar ou ainda não decidiram somam 27%.

Em outras palavras, para cada ponto percentual de vantagem de Tarcísio sobre Haddad, existe mais de dois pontos percentuais de eleitores que ainda não estão definidos entre os dois principais candidatos.

Esse contingente pode ser decisivo para o resultado da eleição, especialmente porque a campanha eleitoral ainda está em fase inicial.

NA PESQUISA ESPONTÂNEA, INCERTEZA É AINDA MAIOR

Quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, o cenário muda significativamente. Tarcísio aparece com 21% e Haddad com 9%. Outros candidatos não chegam a pontuar, enquanto 66% dos entrevistados não sabem ou não responderam. Outros 4% afirmam que votarão branco, nulo ou não votarão.

O resultado mostra que o percentual de eleitores efetivamente vinculados a um candidato é muito menor quando o eleitor precisa declarar espontaneamente sua preferência. A diferença entre a pesquisa estimulada e a espontânea também demonstra que parte dos eleitores reconhece os nomes apresentados, mas ainda não necessariamente transformou essa escolha em uma decisão consolidada.

SEGUNDO TURNO REDUZ A DISTÂNCIA

A Quaest também simulou uma eventual disputa direta entre Tarcísio e Haddad. Nesse cenário, o governador aparece com 47%, contra 30% do candidato do PT. Outros 12% afirmam que votarão branco, nulo ou em nenhum dos dois, enquanto 11% permanecem indecisos.

A soma dos eleitores que não escolhem nenhum dos dois no segundo turno chega, portanto, a 23%. Isso significa que, mesmo com apenas dois candidatos no cenário apresentado, quase um quarto dos entrevistados ainda não manifesta uma preferência definida.

O QUE A PESQUISA NÃO MOSTRA

O levantamento não permite saber, a partir dos números divulgados, para qual candidato migrariam os 14% que hoje dizem votar branco, nulo ou não votar, nem como os 13% indecisos se distribuiriam entre Tarcísio, Haddad e os demais candidatos. Também não é possível afirmar que todos esses eleitores sejam potenciais votos de Haddad ou de Tarcísio. A pesquisa oferece uma fotografia do momento, e não uma previsão do resultado eleitoral.

A ELEIÇÃO AINDA TEM ELEITORADO EM DISPUTA

A pesquisa foi realizada entre 21 e 24 de agosto com 1.800 eleitores de todo o estado de São Paulo. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número SP-06946/2026.

Outro fator que pode alterar o cenário é o início da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, que começou em 28 de agosto. Tarcísio dispõe de 6 minutos e 20 segundos de propaganda, enquanto Haddad tem 2 minutos e 39 segundos.

É o tamanho do eleitorado que ainda não está com nenhum dos dois principais candidatos.

São 27% no primeiro turno e 23% no segundo, segundo a Quaest. É justamente esse eleitorado que poderá definir o tamanho da vantagem de Tarcísio, a capacidade de reação de Haddad e, principalmente, se a eleição caminhará para uma decisão no primeiro turno ou para uma disputa de segundo turno.

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