O Ministério Público do Estado de São Paulo instaurou inquérito Civil contra o ex prefeito de Campinas, Dr. Hélio de Oliveira Santos (PDT). A promotoria apura denúncia de deslocamento de alunos da rede pública de ensino a fim de formar claque em favor do ex prefeito de Campinas. A despesa com o transporte dos alunos foi custeada com o dinheiro do PDT (Partido Democrat a Trabalhista). O inquérito civil é decorrente de uma representação promovida pelo vereador Petterson Prado (PPS), perante a Promotoria de Justiça de Defesa dos Direitos Constitucionais do Cidadão.
A investigação está a cargo do Promotor de Justiça Geraldo Navarro Cabañas, que apura dentro do mesmo inquérito outras duas denúncias: A primeira se refere á utilização de uma empresa contratada pela prefeitura municipal no transporte dos alunos até a Câmara Municipal; A segunda denúncia apura a contratação de platéia a fim de tumultuar a sessão do legislativo municipal e pressionar os vereadores a votarem de acordo com o interesse do ex prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT).
A constatação que motivou a representação ocorreu em junho deste ano durante uma reunião da Câmara Municipal, na qual estava em pauta a votação da Comissão Processante de Inquérito contra Hélio de Oliveira Santos (PDT). Naquela ocasião o vereador Petterson Prado (PPS), identificou que alunos da Escola Estadual Hugo Penteado Teixeira, com idade entre 13 e 14 anos, faltaram de suas aulas para comparecerem á Câmara Municipal de Campinas e se manifestarem contrários a votação da Comissão Processante.
Ainda segundo Petterson Prado (PPS), os alunos foram incentivados pela professora Valéria Aparecida Costa Torres, que ficou responsável por aglutinar os alunos e levá-los até a Câmara Municipal.
A professora Valéria, como é conhecida, também está sendo investigada pelo Ministério Público Estadual pois ela é membro do PDT municipal, foi candidata a vereadora em 2008 e atualmente ocupa um cargo de comissão na Secretaria de Cultura de Campinas.
Vale lembrar que Hélio de Oliveira Santos (PDT), teve seu mandato como prefeito cassado pela Câmara Municipal de Campinas na madrugada do dia 20 de agosto e por isso perdeu a condição de foro privilegiado.




