Levantamento da Indexa Pesquisas mostra que 67,2% dos entrevistados avaliam que a idade do presidente não compromete sua capacidade de gestão; economia deve ser tema central de 2026

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BRASÍLIA — A idade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não é vista pela maioria dos brasileiros como um fator capaz de comprometer sua capacidade de governar o país. É o que aponta levantamento divulgado pela Indexa Pesquisas, segundo o qual 67,2% dos entrevistados afirmam que a questão etária não atrapalha o desempenho do chefe do Executivo.
De acordo com os dados, 15,5% consideram que a idade atrapalha muito a capacidade de gestão do presidente, enquanto 13,7% avaliam que atrapalha um pouco. Outros 3,8% disseram não saber ou preferiram não responder.
DEBATE ELEITORAL
A discussão sobre a idade de Lula ganhou espaço nos bastidores políticos diante da possibilidade de uma nova candidatura presidencial em 2026. Aos 80 anos, o presidente é o primeiro octogenário a ocupar o Palácio do Planalto, fato que poderá ser explorado por adversários durante o processo eleitoral.
Aliados do governo têm buscado reforçar a imagem de disposição física e atividade constante do presidente. A estratégia inclui a divulgação de compromissos oficiais, viagens, agendas públicas e registros de atividades físicas realizados na residência oficial.
Recentemente, a primeira-dama Janja da Silva compartilhou imagens mostrando Lula durante exercícios físicos. A iniciativa é interpretada por integrantes do governo como uma forma de demonstrar vitalidade e responder antecipadamente a questionamentos sobre a capacidade física do presidente para enfrentar uma nova campanha eleitoral.
Para o CEO da Indexa Pesquisas, Arilton Freres, os números sugerem que outros temas devem ocupar papel mais relevante na decisão do eleitorado.
“Os dados indicam que a disputa de 2026 deverá ser influenciada muito mais por temas ligados à economia, renda e qualidade de vida da população do que pela questão etária dos candidatos”, afirmou.
ECONOMIA NO CENTRO DO DEBATE
A avaliação da empresa de pesquisas reforça uma percepção compartilhada por analistas políticos de que questões relacionadas ao custo de vida, geração de empregos, renda familiar e poder de compra tendem a ocupar posição central na campanha presidencial.
Nesse cenário, a estratégia do governo busca associar a experiência acumulada por Lula ao longo de décadas na vida pública à capacidade de conduzir políticas econômicas e sociais. Ao mesmo tempo, a exposição de sua rotina procura neutralizar críticas relacionadas à idade.
Os resultados do levantamento indicam que, para a maior parte dos entrevistados, a idade do presidente não aparece como um impedimento para o exercício do cargo. A economia e as condições de vida da população, por outro lado, despontam como temas com potencial de influenciar de forma mais significativa o debate eleitoral nos próximos meses.




