O provedor da Irmandade de Misericórdia de Campinas anunciou a demissão de 142 funcionários. A instituição que é mantenedora dos hospitais Irmãos Penteado e Santa Casa de Misericórdia possui 500 trabalhadores em seu quadro. “Estão demitindo praticamente 30% do seu efetivo”, constata a vice-presidente do Sinsaúde Campinas e Região, Leide Mengatti.
A entidade que é a representante legal dos trabalhadores já atendeu aos primeiros vinte e cinco trabalhadores demitidos na sexta, 4 de novembro. As demais demissões deverão ocorrer nos próximos dias e de acordo com o comunicado dos 142 colaboradores que serão desligados, 17 são aposentados. “Vamos defender os interesses dos trabalhadores e já estamos estudando as medidas que serão tomadas”, complementou o presidente do Sindicato, Edison Laércio de Oliveira.
NO ofício encaminhado ao Sinsaúde, o provedor da Irmandade, Murillo Antonio Moraes de Almeida, afirma que o aprofundamento da crise financeira é o motivo da decisão. Ele afirma que o fluxo de caixa ficou comprometido pela falta de repasse de verbas do Poder Público Municipal, além de outros fatores que em sua opinião, comprometeram a situação econômico-financeira da instituição.
Pagamento de salários fica comprometido
O pagamento dos salários dos trabalhadores também está comprometido, segundo comunicado da administração dos hospitais. No comunicado, a administração avisa que no quinto dia útil (no caso do setor da saúde, dia 7 novembro) apenas receberão os salários os funcionários com menores salários, sendo que o restante receberá apenas no dia 25 de novembro.
“Vamos tomar todas as providências para defender os trabalhadores que não tem culpa dessa crise, pois o problema é que essa administração demonstra falta de condições de gerir a instituição”, afirma a vice-presidente do Sinsaúde, Leide Mengatti.
Sofia Rodrigues do Nascimento, diretora de comunicação do Sinsaúde informa que os trabalhadores estão convocados para uma assembleia na próxima terça-feira, dia 8 de novembro, às 7 horas da manhã, quando além de avaliar todas as ações da direção da Irmandade, deverão também decidir se paralisarão suas atividades pela falta de pagamento dos salários. “Os trabalhadores estão unidos e se a decisão for de dar início a greve todos vão aderir, independente de terem ou não recebido os salários, pois a situação é de total insegurança para todos ”, esclarece Sofia.




