Sindicato dos Eletricitários de São Paulo salienta importância
da população retomar medidas destinadas à economia de energia
Junto ao elevado crescimento econômico do País em 5% ao ano, aumentou o consumo de energia, mas a oferta não acompanha essa evolução e permanece estagnada. De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Conservação de Energia (Abesco), anualmente o Brasil perde R$ 11 bi por utilização inadequada de energia. O desperdício em MW/h chega à 12,6 bilhões, quantidade suficiente para abastecer a capital do Rio de Janeiro por um ano.
O Sindicato dos Eletricitários de São Paulo alerta para medidas simples e importantes para poupar eletricidade, economizar na conta e cooperar com o meio ambiente. “É importante saber que não é apenas uma economia financeira na conta em casa, mas sim uma ação racional e social, pois a oferta de energia está cada vez menor. Se não criarmos hábitos conscientes agora, daqui alguns anos essa situação será irreversível”, declara Carlos Reis, presidente dos Sindicatos dos Eletricitários de São Paulo.
Na opinião do sindicalista, esse desperdício de energia de R$ 11 bilhões é um absurdo. “A população aprendeu muitas formas de economizar energia no apagão em 2001. Entretanto, grande parte esqueceu da necessidade de continuar a controlar os excessos”.
Dentre todos os eletrodomésticos e eletrônicos, dois dos que mais gastam energia são o chuveiro e a geladeira, que representam cerca de 25% e 35%, respectivamente, do total de consumo de uma casa. “Medidas simples, como um banho rápido, ensaboar-se e se barbear com o chuveiro desligado, não secar roupa atrás da geladeira, não fechar e abrir a porta a cada instante e manter o equipamento em bom estado, ajudam muito na economia”.
Outra dica é a substituição de lâmpadas incandescentes por fluorescentes. “Em 2001, foi muito incentivada essa troca, mas depois as pessoas a deixaram cair no esquecimento. Além de serem mais econômicas, as lâmpadas fluorescentes duram até dez vezes mais do que as comuns e iluminam da mesma maneira”, explica Carlos.




