Caso ocorreu em sala de aula em 2023; procedimento disciplinar confirmou conduta ilícita e gerou ação criminal

Um professor de 69 anos foi demitido da Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo, unidade de Indaiatuba, após ser investigado por importunação sexual contra uma aluna. O desligamento foi oficializado em 2 de abril de 2026, após conclusão de procedimento administrativo que classificou a conduta de Edson Luiz Pereira como ilícita.
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O caso também foi investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher, que encaminhou relatório à Justiça, resultando em desdobramentos na esfera criminal. A denúncia partiu da própria vítima, que registrou boletim de ocorrência relatando que o professor teria encostado o corpo e tocado suas nádegas sem consentimento durante uma atividade em sala.
Segundo o Centro Paula Souza, responsável pelas Fatecs, o docente foi afastado preventivamente após a denúncia, e a instituição ofereceu acolhimento à estudante e abriu investigação interna. Em nota, o órgão afirmou que “repudia toda e qualquer forma de assédio” e mantém estruturas de prevenção e orientação à comunidade acadêmica.
Investigação e medidas judiciais
O episódio ocorreu em agosto de 2023, durante uma aula do curso de Gestão de Serviços. Conforme o relato da vítima, o contato físico ocorreu durante a organização de uma fotografia com a turma. Após o episódio, ela procurou a direção da unidade e, posteriormente, a polícia.
O procedimento disciplinar foi concluído em março de 2026 com a decisão de demissão por justa causa. Um recurso apresentado pelo professor foi negado dias depois, consolidando a penalidade administrativa.
Na esfera criminal, ao menos seis testemunhas prestaram depoimento. A investigação foi encaminhada à Justiça, mas o caso tramita sob sigilo, segundo o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.
De acordo com a advogada da vítima, Mariana de Castro Antunes Martins, houve proposta de acordo de não persecução penal junto ao Ministério Público, o que pode evitar o prosseguimento da ação penal mediante cumprimento de პირობ condições legais. A defesa do professor não confirmou a informação.
Em nota, a advogada afirmou que a vítima segue em acompanhamento psicológico. “Nosso sentimento é de satisfação pela realização da justiça e da ética nas instâncias administrativas e judiciais”, declarou.
A defesa do professor não quis se manifestar.




