Itália decide novamente a favor da extradição de Carla Zambelli e amplia pressão judicial

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Mesmo que um dos pedidos de extradição seja rejeitado, a existência de uma segunda decisão favorável permite a continuidade do processo. Foto RENATO ARAUJO/cAMARA DOS DEPUTADPOS

Segunda decisão da Justiça italiana envolve condenação por porte ilegal de arma e reforça cenário desfavorável à ex-deputada

Mesmo que um dos pedidos de extradição seja rejeitado, a existência de uma segunda decisão favorável permite a continuidade do processo. Foto RENATO ARAUJO/cAMARA DOS DEPUTADPOS

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A Justiça da Itália decidiu novamente a favor da extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL), desta vez com base na condenação por porte ilegal de arma de fogo. A decisão reforça o avanço do processo judicial contra a parlamentar no exterior e amplia as possibilidades de envio dela ao Brasil.

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A Corte de Apelação já havia autorizado anteriormente a extradição em outro processo, relacionado à invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça, caso no qual Zambelli foi condenada a 10 anos de prisão. Com duas decisões favoráveis, cresce a probabilidade de cumprimento da medida, mesmo que haja contestação em um dos processos.

Defesa questiona e recorre à última instância

A defesa da ex-parlamentar recorreu da primeira decisão e levantou questionamentos sobre possíveis irregularidades processuais, além de críticas ao sistema prisional brasileiro e ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O recurso ainda será analisado pela Corte de Cassação, última instância do Judiciário italiano.

Mesmo que um dos pedidos de extradição seja rejeitado, a existência de uma segunda decisão favorável permite a continuidade do processo. Especialistas que acompanham o caso avaliam que a reversão é improvável no cenário atual.

Após o esgotamento dos recursos judiciais, caberá ao Ministério da Justiça italiano a decisão final sobre a extradição. Historicamente, o Executivo tende a seguir o entendimento consolidado pelo Judiciário em casos dessa natureza.

Até o momento, não houve manifestação adicional da defesa após a nova decisão.

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